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By Ferramentas Blog

domingo, 19 de junho de 2011

001-SERGIPE: ADEL DA SILVA NUNES


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Nasceu em 7 de janeiro de 1909, na fazenda Remanso, em Mundo Novo, Bahia, sendo seus pais Manoel Inácio Nunes e Maria Madalena da Silva Nunes.
Viveu sua infância cavalgando pastos e campos da fazenda paterna.
Aos 13 anos, mudou-se para Salvador, onde fez seus preparatórios no Colégio Carneiro Ribeiro.
Concluido os preparatórios, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia.
Em 1933 concluiu o curso médico e  iniciou a vida profissional, clinicando  na cidade de Lençois.  Alí permaneceu durante dois anos.
Em seguida mudou-se para Aracaju, onde contraiu matrimônio com Maria de Lourdes de Carvalho Leite, filha do Dr. Leonardo Gomes de Carvalho Leite, conceituado jurista da capital sergipana.
Especializou-se em Pediatria, no Rio de Janeiro.
Regressando a Aracaju, tornou-se professor da rede pública estadual.
Como médico, pertenceu aos quadros da Prefeitura, onde exerceu,  o cargo de Diretor do Departamento de Educação e Saúde, durante as administrações dos Prefeitos José Garacez Vieira, Roosevelt Cardoso, Godolfredo Diniz e José Conrado de Araújo.
Foi médico do Círculo Operário de Sergipe, bem como do Corpo de Bombeiros e da Legião Brasileira de Assistência (onde prestou relevantes serviços durante quase 30 anos).
Exerceu a medicina, também, nas cidades de Salgado e Bonfim.
Na área da educação, dedicou-se ao ensino de Biologia no Instituto Normal Rui Barbosa, do qual foi diretor, a partir de 17 de outubro de 1963.
Seu desprendimento e dedicação às pessoas humildes fez com que fosse conhecido como “o médico dos pobres” , “de vez cuidava com desvelo, e gratuitamente, das pessoas desfavorecidas de recursos, inclusive quando se encontrava em gozo de férias”.
Faleceu em 23 de março de 1972.
Em 4 de setembro de 1984, foi homenageado pela Câmara de Vereadores de Aracaju, a qual denominou Avenida Dr. Adel Nunes, um dos logradouros do Conjunto Habitacional Augusto Franco.
A Prefeitura Municipal deu o nome de Dr. Adel Nunes ao Posto de Saúde localizado no Bairro América.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
Dados  do arquivo particular do Autor e e informações prestadas pela odontóloga Maria de Fátima Leite Nunes Batista, filha do epigrafado.



HOMENAGEM ESPECIAL: BERILO LEITE

HOMENAGEM ESPECIAL: BERILO VIEIRA LEITE

 Estância - Se
ESTÂNCIA
(CIDADE ONDE BERILO LEITE VIVEU SUA INFÊNCIA)

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Nasceu em 16 de fevereiro de 1878, no Engenho São Félix, município de Santa Luzia (Sergipe), sendo seus pais Sizenando de Souza Vieira e Adelaide de Souza Leite.
Realizou os estudos iniciais em Estância (SE), tendo ingressado na Faculdade de Medicina da Bahia no ano de 1901.
Colou o grau de doutor em Medicina no dia 22 de dezembro de 1906, após defender tese inaugural intitulada “Da Raquistovainização”.
Iniciou a vida profissional em Estância, transferindo-se depois para Aracaju, onde, na expressão de Armindo Guaraná, destacou-se “como um dos membros mais destacados de sua classe”.
Exerceu durante muitos anos o cargo de Inspetor Sanitário dos Portos de Sergipe.
Faleceu em 1º de julho de 1952, em Aracaju, capital de Sergipe.
O jornal “Correio de Aracaju” publicou, por ocasião da sua morte, o seguinte registro:
“Desapare do seio dos vivos um grande vulto da medicina e da sociedade, o estimado clínico Dr. Berilo Vieira Leite.
Espírito calmo e caritativo, homem da Pátria, médico do povo, coração abençoado, era o Dr. Berilo portador de um conjunto de preciosidades que muito enobrece o seu passado. Muito merecidas foram as palavras do poeta Freire Ribeiro em torno do necrologio desse conterrâneo benfeitor.
O seu passado se reflete no presente e se projeta no futuro como exemplo de moral, de ação e de serenidade. Ainda forte, em plena tarde do século, aos 74 anos, foi vencido pela doença e arrebatado pela morte!
Perdeu o município de Santa Luzia um dos seus astros luminosos, como igualmente perdeu Sergipe!”

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
Correio de Aracaju, edição de 3 de julho de 1952.
Guaraná, Armindo – Dicionário Biobliográfico Sergipano. Rio de Janeiro: Editora Pongeti, 1925.
Leite, Geraldo – Reminiscências. Feira de Santana: Editora  Universidade Estadual de Feira de Santana, 2007.

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HISTÓRIA DO ENGENHO SÃO FÉLIX

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Engenho São Félix, sua história e a dos seus descendentes é a primeira obra do gênero produzida por não historiadores este ano. Como é fato conhecido, a historiografia não nasceu na Universidade e mesmo depois da institucionalização da disciplina (História) a experiência de pessoas, instituições e eventos continuou a ser narrada por autodidatas. Nada contra a iniciativa. Afinal, uma tarefa tão prazerosa não deveria ser mesmo monopólio de um grupo de acadêmicos. Gozando de tal prerrogativa, a professora Ana Maria Nunes Espinheira registrou flagrantes da trajetória de duas famílias centenárias (Souza Vieira e Leite) que têm pelo menos dois aspectos em comum: viveram em torno do Engenho São Félix (Santa Luzia-SE) e constituíram os troncos ancestrais da própria autora.
O livro da Prof. Ana Espinheira é vertido em linguagem simples e cumpre apenas o objetivo de "manter vivos pessoas e fatos, pelos menos nestas páginas, já que é impossível na realidade." É, claramente, uma história-memória (afetiva, particular, fragmentária, sacralizadora, etc.). Na belíssima capa, fundem-se as imagens dos principais atores; o conjunto arquitetônico do Engenho São Félix; e os brasões das respectivas famílias (Vieira e Leite).  O livro é iniciado com uma breve narrativa sobre a formação da grande propriedade que foi o Engenho São Félix e a trajetória do patriarca da família o Tenente Coronel Paulo de Souza Vieira.
Nas páginas que se seguem, a autora narra a experiência de três dezenas de familiares distribuídos por sete gerações entre 1781 e 1984. As filiações genealógicas, os casamentos, a atividade política dos descendentes dão a tônica das biografias. Mas também compõem os textos algumas informações sobre o processo de concentração das terras em torno do Engenho, a tentativa de modernização da empresa, e o desempenho de alguns descendentes nas atividades comerciais. As própria famílias serão, com certeza, as grandes beneficiadas com essa singela obra. Além de atualizarem os seus estoques de lembranças, aprenderão, com a autora, a registrar sua descendência e a dar continuidade às genealogias dos troncos “Souza Vieira” e “Leite”. Para os historiadores dos costumes, o livro da Prof.ª Ana Espinheira fornece indícios que ajudam a caracterizar melhor os códigos sociais em vigor até meados do século XX: casamentos precoces e consangüíneos, prole extensa, longevidade dos patriarcas, particularidades da educação feminina, etc.
Ao leitor comum, a autora frustra algumas expectativas. A história do Engenho, por exemplo, aparece em segundo plano, ao contrário do que anuncia o título. A riqueza do acervo fotográfico das famílias (algumas peças retratando várias gerações) sugere respeito em relação ao passado e uma forte necessidade em registrar a experiência ancestral. Imagina-se que um pouco mais de esforço junto aos depoentes fosse capaz de narrar sobre as atividades desenvolvidas pela propriedade, a representatividade econômica e política na região, o processo de apogeu e crise na produção do São Félix. Por outro lado, alguns episódios (sui generis, trágicos, é bem verdade) poderiam render muito mais à obra se fossem suficientemente explorados pela autora: os casos de amores secretos, os casos de loucura, as mortes acidentais na roda d’água do Engenho deixam no leitor uma inevitável sede de saber mais. A própria história do casal João José de Oliveira Leite (Barão do Timbó) e Joaquina Hermelina é, sozinha, merecedora de um livro. Ambos viúvos e com seis filhos cada um, casaram-se e produziram mais dois sendo que três filhos de Joaquina casaram-se com três filhos do Barão. Bom, isso é apenas desejo do leitor comum. Desejo esse que pode esbarrar na proposta da autora e nos limites estabelecidos pela família sobre que tipo de lembrança deve ou não vir a público. Todavia, ficam registradas as sugestões para a elaboração de outros trabalhos.
Um último lembrete: para quem vê na obra o culto extemporâneo à aristocracia de sangue em Sergipe, é preciso levar em conta que a historiografia não se faz apenas sob o ponto de vista dos proletários, dos religiosos, ou qualquer outro segmento social. Apesar de criticarmos tanto a chamada historiografia tradicional – "triunfante, oficial" –, pouco conhecemos do cotidiano das elites detentoras do mando em Sergipe. A experiência familiar de troncos significativos como os Rolemberg, Faro, Barreto, Franco, Leite, Menezes, permanece em reserva e vai morrendo aos poucos à cada partilha de bens, como, aliás, é o destino de toda lembrança pessoal. Mas essa, com certeza, não será a sorte da memória dos “Souza Vieira” e dos “Leite”. A família deve estar agradecida à Profª Ana Espinheira e os historiadores mais ainda, já que o seu trabalho reúne subsídios para o melhor conhecimento de uma significativa fração da sociedade sergipana.

Para citar este texto:
OLIVEIRA, Itamar Freitas de. História do Engenho São Félix. Jornal da Cidade, Aracaju, p. 6-6, 12 jul. 2000.





006- AIRTON TELES BARRETO

 
AIRTON TELES BARRETO

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Nasceu em 12 de agosto de 1924, sendo seus pais Antônio Teles de Bonfim e Amália Barreto Bonfim.
Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco.
Quando estudante, foi interno do Sanatório Octávio de Freitas e do Hospital Osvaldo Cruz, em Recife.
Diplomado, regressou para Aracaju, onde exerceu a clínica tisiológica no Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários e no Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários.
Foi membro efetivo do Conselho Regional de Medicina de Sergipe e do Conselho Técnico da Escola de Serviço Social.
Fez parte do grupo de fundadores da Faculdade de Medicina de Sergipe e realizou diversos cursos de pós-graduação em radiologia, farmacologia, pediatria, endocrinologia, terapêutica clínica, psicoterapia, tisiologia e eletrocardiografia, em Recife, Rio de Janeiro e Brasília.
Foi professor da cadeira de Higiene e Medicina Social na Escola de Serviço Social de Sergipe e ministrou aulas de Física Médica na Faculdade de Medicina de Sergipe (1962-1963).
Poeta dos mais inspirados, publicou “Lágrimas” e outras produções de reconhecido valor.
Faleceu em 20 de janeiro de 1980, aos 56 anos de idade.
Em sua homenagem, a Secretaria de Saúde Municipal de Carmópolis tem o nome de SECRETARIA DE SAÚDE DR. AIRTON TELES BARRETO.

75- AVULSO : ERALDO MOURA COSTA


                                                                ERALDO MOURA COSTA

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Diplomado em 1969, pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, com curso de especialização em Medicina do Trabalho na mesma escola e de Administração Hospitalar, na Faculdade de Ciênicias de São Paulo.
É Diretor da Promédica, instituição que ele  engrandece com seu propfícuo e eficiente trabalho, há mais de quatro décadas.
Médico altamente conceituado, tem prestado relevante serviço à sociedade baiana e à classe médica soteropolitana, como membro da Associação Brasileira de Medicina, da Associação Bahiana de Medicina, da Sociedade Bahiana de Medicina do Trabalho, da Secção Regional da Sociedade Brasileira de Urologia e da Associação Brasileira de Entidades de Planejamento Familiar.
Seu papel no campo do voluntariado e da assistência médico-social, é da mais alta relevância, sobretudo no que se refere às Obras Sociais de Irmã Dulce, Cheche Tia Mira, Irmandade Nosso Senhor do Bonfim, Liga Bahiana Contra a Mortalidade Infantil e Fundação Mestre Bimba.
Por estes e outros motivos, Eraldo Moura Costa é, com justiça, um dos Médicos Ilustres da Bahia.

FONE BIBLIOGRÁFICA:

Anuário de Saúde da Bahia, 2010 - Disponível em http://Anuariodesaude.com.br/medicosDentistas.asp?medld=12&url=Dr-Eraldo-Moura-Costa.html. Acesso em 19 de junho de 2011.

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HOMENAGEM A IROKO NO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA TÉCNICA DA BAHIA
CLEIDIANA RAMOS


Amanhã, começa a comemoração em homenagem a Iroko que é realizada anualmente no Departamento de Polìcia Técnica (DPT). A homenagem é feita porque na sede do órgão fica uma gameleira, árvore que, no candomblé, é tida como a morada do orixá. A parte religiosa do evento é coordenada pela Ebomi Cidália Soledade, que é consagrada a Iroko.
A programação de amanha será aberta às 14h30, no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues  (IML) pelo diretor do DPT, Raul Barreto Coelho Filho. Em seguida será feita pelo médico Eraldo Moura Costa uma palestra em homenagem a Maria Theresa de Medeiros Pacheco, médica legista falecida em maio deste ano. Maria Theresa foi responsável pelo início da comemoração em honra a Iroko quando dirigia o DPT.
Em seguida o doutor em História Ubiratan Castro de Araújo vai falar sobre a relação entre as árvores e o candomblé, seguido pela professora Arani Santana que enfocará o papel da mulher na religião afro-brasileira.
Na quinta-feira, a partir das 9 horas, haverá a cerimônia aos pés de Iroko, coordenada pela Ebomi Cidália.
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O QUE É IROKO ?

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Iroko (Chlorophora excelsa) – Árvore africana, também conhecido como Rôco, Irôco, é um orixá, cultuado no candomblé do Brasil pela nação Ketu e, como Loko, pela nação Jeje. Corresponderia ao Nkisi Tempo na Angola/Congo.
No Brasil, Iroko é considerado um orixá e tratado como tal, principalmente nas casas tradicionais de nação ketu. É tido como orixá raro, ou seja, possui poucos filhos e raramente se vê Irôko manifestado.
Para alguns, possui fortes ligações com os orixá chamados Iji, de origem daomeana: Nanã, Obaluaiyê, Oxumarê. Para outros, está estreitamente ligado a Xangô. Seja num caso ou noutro, o culto a Irôko é cercado de cuidados, mistérios e muitas histórias.
Iroko está ligado à longevidade, à durabilidade das coisas e ao passar do tempo.
Dia da Semana: Terça-feira. Cores: Branco, Verde (ou Cinza) e Castanho Símbolo: Lança, Grelha Domínios: Tempo, Vida e Morte Saudação: Iroko I Só! Eeró!
Iroko ou Tempo, como também é conhecido, é um orixá muito antigo. Iroko foi à primeira árvore plantada e pela qual todos os restantes orixás desceram à Terra. Iroko é a própria representação da dimensão Tempo.
Em todas as reuniões dos orixás está sempre presente Iroko, calado num canto, anotando todas as decisões que implicam directamente na sua ação eterna.
É um orixá pouco conhecido dos seres vivos ou mortos, nascidos ou por nascer. Toda a criação está nos seus desígnios.
É o orixá Iroko, implacável e inexorável, que governa o Tempo e o espaço, que acompanha, e cobra, o cumprimento do karma de cada um de nós, determinando o início e o fim de tudo.
Outras representações correspondentes
Conhecido e respeitado na Mesopotâmia e Babilónia como Enki, o Leão Alado, que acompanha todos os seres do nascimento ao infinito; cultuado no Egipto como Anúbis, o deus Chacal que determina a caminhada infinita dos seres desde o nascimento até atravessar o Vale da Morte.
Também venerado como Teotihacan entre os Incas e Viracocha entre os Maias como o Senhor do Início e do Fim; também presente no Panteão Grego e Romano, onde era conhecido e respeitado como Cronus, o Senhor do Tempo e do Espaço, que abriga e conduz a todos inexoravelmente ao caminho da Eternidade.
No Brasil
No Brasil diz-se que Iroko habita a gameleira branca, (Ficus gomelleira ou Ficus doliaria (também chamada figueira-branca, guapoí, ibapoí, figueira-brava e gameleira-branca-de-purga). Nos terreiros, costuma-se manter uma dessas árvores como morada de Iroko, assinalada por um ‘ojá’ (laço de pano branco) ao seu redor.
Caracteristicas dos filhos do Tempo (Iroko)
Os filhos de Iroko são tidos como eloquentes, ciumentos, camaradas, inteligentes, competentes, teimosos, turrões e generosos.
Gostam de diversão: dançar e cozinhar; comer e beber bem. Apaixonam-se com facilidade e gostam de liderar.
Dotados de senso de justiça, são amigos queridos, mas também podem ser inimigos terríveis, no entanto, reconciliam-se facilmente.
Um defeito grande, é o facto dos filhos de Iroko não conseguirem guardar segredos.
O culto a Iroko é um dos mais populares na terra yorubá e as relações com esta divindade quase sempre se baseiam na troca: um pedido feito, quando atendido, sempre deve ser pago pois não se deve correr o risco de desagradar Iroko, pois ele costuma perseguir aqueles que lhe devem.

HOMENAGEM À MARIA THERESA DE MEDEIROS PACHECO

METEORO LUMINOSO, FULGURANTE E BELO
(SAUDAÇÃO À MEMÓRIA DA PROFESSORA MARIA THERESA DE MEDEIROS PACHECO, PROFFERIDA PELO ACADÊMICO GERALDO LEITE NA ACADEMIA DE MEDICINA DA BAHIA)
MARIA THERESA E LUIZ LEAL

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Em seus cinquenta e três anos, esta Academia incorporou cento e trinta e uma personalidades, das quais apenas três  do sexo feminino.
As portas da Bahia, no entanto,  sempre estiveram abertas ao sexo divino.
Além de Moema e Catarina Paraguaçu, várias mulheres tornaram a nossa terra mais encantadora e culta. Sirvam de exemplos Amélia Rodrigues, Georgina Erismann, Henriqueta Catarino, Carmem Mesquita, Helena Assis, Anfrísia Santiago e  outras.
Pelo menos, dois trios podem ser acrescentados. Do primeiro participam, segundo Renato Simões, Joana Angélica, Maria Quitéria e Irmã Dulce. Do segundo, Rita Lobato, Francisca Práguer Fróes e Maria Theresa de Medeiros Pacheco.
Joana Angélica e Maria Quitéria, imolaram suas  vidas no altar da pátria.
Irmã Dulce, dedicou sua existência aos pobres, aos doentes e aos desprotegidos.
Rita Lobato, deu à Bahia o privilégio de diplomar a primeira médica do Brasil.
Francisca Práguer Fróes, lutou contra as limitações impostas ao belo sexo.
Carmem Mesquita, foi a primeira professora desta Faculdade.
Anfrísia Santiago, fez da educação um sacerdócio.
Helena Assis, foi, no dizer do poeta, “um cenário de virtudes diferenciadas”.
Maria Theresa de Medeiros Pacheco foi a primeira legista do Brasil; a primeira mulher a ser admitida nesta Acadamia, e sua única Presidente; a primeira mulher a dirigir um Instituto de Medicina Legal; a primeira diretora de um Departamento de Polícia Técnica; a primeira mulher a assumir  todas as cátedras de Ética Médica, Medicina Legal e Bioética, existentes na Bahia.
Não nasceu entre nós, nem precisaria, pois há baianos de  todas as partes. Parodiando Jorge Amado, posso dizer que há baianos nascidos no Amazonas, como Álvaro Rubim de Pinho; há baianos nascidos no Maranhão, como Nina Rodrigues; há baianos nascidos na Paraiba, como Lafaiete Coutinho; há baianos nascidos em Pernambuco, como Barros Barreto; há baianos nascidos nas Alagoas, como Estácio de Lima Lamartine Lima e Maria Theresa; há baianos nascidos em Sergipe, como Aranha Dantas, José Calazans e Anita Franco; há baianos nascidos em Portugal, como Otto Wucherer e Silva Lima; há baianos nascidos na Escócia como Patterson; há baianos nascidos na Inglaterra, como Jonathas Abbot; há baianos nascidos em alto mar, como Remédios Monteiro.
Maria Theresa nasceu em Alagoas, e aqui aportou  na última década dos anos quarenta, logo após a Segunda Guerra Mundial.
Naquela época, as mulheres do Ocidente  deixaram o  lar e  se tornaram enfermeiras no campo de batalha, ou operárias, nas  fábricas de  artefatos de guerra.
Impulsionada pelo exemplo magnífico das mulheres que, além de serem patriotas, alargaram seus direitos civis e sociais, Maria Theresa ingressou nesta Faculdade, dela  saiu, após brilhante tirocínio, com o  diploma de bacharel em Medicina.
Especializou-se em Ginecologia e Obstetrícia e como ginecologista e obstetra permaneceu, até que, atraida pelo Professor Estácio de Lima entregou-se, de corpo e alma, à  Medicina Legal.
Desabrochou como se fosse uma flôr encantadora e bela, e se transformou  na primeira médica legista do Brasil.
Presidiu a Sociedade Brasileira de Medicina Legal e rumou para a Europa, a fim de realizar estágios nas  instituições médico-legais do Velho Mundo.
Regressando a Salvador, candidatou-se à Livre Docência e conquistou todas as cátedras de Medicina Legal existentes na Bahia.
Foi diretora do Instituto Nina Rodrigues e acumulou, durante vários anos, a diretoria daquele  Instituto  e a do Departamento de Polícia Técnica, fato inédito no universo feminino.
Pontificou na Academia da Polícia Militar; foi a primeira mulher a ser acolhida na Academia de Medicina da Bahia, e foi sua primeira presidente; dignificou várias instuições científicas, filantrópicas e sociais e presidiu  a Fundação José Silveira, onde sua lembrança continua viva, bem viva,  na memória dos pacientes, dirigentes e colaboradores.
Idealizou o Complexo da Polícia Técnica da Bahia, o maior do Brasil, o qual -- por feliz decisão do poder público ostenta seu honrado nome.
Tornou-se um ícone da Medicina.
Cumpriu sua missão, encantou a Bahia e se imolou na chama do ideal . Atendeu ao chamado divino e, no dia 12 de maio de 2010, se ausentou para sempre.
Vencendo o impacto da sua ausência, agradeço aos que me ouvem e, com o mais profundo pezar afirmo:  Maria Theresa de Medeiros Pacheco foi um meteoro fulgurante e belo que iluminou o ceu da  Bahia durante mais de meio século !!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

74- AVULSO BIOGRAFIA: FRANCISCO CÉSAR LINS SANT´ANA

ESTUDOS GENEALÓGICOS
ESTUDO GENEALÓGICO DA FAMÍLIA......

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Nasceu em Salvador, em 27 de fevereiro de 1962, sendo seus pais Francisco Fontes de Faria Sant´Ana e Elíria Lins de Souza Sant´Ana.
Realizou os primeiros estudos nas escolas Baronesa de Sauípe e Alfredo Amorim, concluíndo-os no Liceu Salesiano do Salvador.
Graduou-se em Biologia pela Universidade Católica do Salvador (1985) e em Medicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (1986).
Pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia pela Universidade Federal da Bahia (887-1990) e pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (1989).
Mestrado em Medicina Interna, na Universidade Federal da Bahia.
Membro titular da Sociedade Brasileira de Genética, do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, do Instituto Genealógico da Bahia e de outras instituições científicas e culturais.
Cursos de aprefeiçoamento em Suporte Avançado Pós-Trauma, Ultrassonografia  em Medicina e Interna, Qualidade Médica, Gestão de Saúde, e outros.
Professor de Biologia (no Colégio Central da Bahia)  e de Endocrinologia, Propedêutica Médica e Fisiopatologia (no Programa de Mestrado da Universidade Federal da Bahia).
Participou de vários congressos e seminários e publicou diversos trabalhos científicos na área de sua especialização.
Estudioso de História Regional e de Genealogia, tendo publicado dois livros: “Memória de Família: Estudo Genealógico da família Machado de Faria” (2000) e “Memórias de Família: Estudo Genealógico das famílias Lins, Almeida e Alves” (2000).
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FRANCISCO CÉSAR LINS SANT´ANA É BISNETO DE EDUARDO FRANCISCO LINS, O QUAL ADQUIRIU, EM 1894, A FAZENDA RIO BRANCO, PERTENCENTE A JOÃO JOSÉ DE OLIVEIRA LEITE (BARÃO DO TIMBÓ).
QUEM FOI O BARÃO DO TIMBO ?
BARÃO DO TIMBÓ
                
   O barão de TIMBÓ foi João José de Oliveira Leite,  Coronel da Guarda Nacional

 João José de Oliveira Leite - agraciado com o título (Dec 11.06.1888) de Barão de Timbó. Nasceu em 12.04.1821 e morreu em 05.08.1919, a uma e meia da madrugada, aos 98 anos de idade, tendo sido sepultado  na Matriz da cidade de Estância-SE, defronte do altar de Nossa Senhora do Carmo.
Filho do Cel. João José Ferreira Leite e Anna Rita de Oliveira Leite. Era Coronel da Guarda Nacional e proprietário de engenhos. Comandante Superior da Guarda Nacional do município do Conde
, na então Província da Bahia. Em 1874 recebeu a comenda da Ordem da Rosa. Casou-se  três vezes: a primeira com Izidora Umbelina de Paiva Leite, com a qual teve seis filhos; a segunda, com Joaquina Hermelina da Costa Vieira, viúva de Paulo de Souza Vieira, nascida em Santa Luzia do Itanhy-SE, da tradicional família Costa Carvalho,  filha de João Baptista da Costa e Josepha Francisca de Jesus, proprietários do então "Engenho Antas". Joaquina também tinha seis filhos e do seu casamento com o titular nasceram mais dois. Faleceu em 14.02.1897, com 68 anos incompletos. Em 1904 o titular casou-se pela terceira vez com a Governanta da família, quando ele já estava com 84 anos de idade.  Este casamento não foi muito bem visto pela família e não deixaram filhos.Curiosidade:
 com a convivência dos seis filhos do titular com os seis filhos de Joaquina, acabaram por acontecer casamentos: os filhos dela Sizenando, Maria Joaquina e Josefa Hermelina casaram-se, respectivamente com  Adelaide (prole de 15 filhos), João José e Olímpio Cesar, filhos dele.  
Colaborador:
Lauro Lima, tetraneto do Barão. A adenda acima foi compilada do material remetido: um texto seu, outro do citado historiador Francisco de Assis da Cruz, e correspondência muito bem fundamentada de outro descendente do titular, Ana Maria Nunes Espinheira. 







Observação: o historiador Francisco de Assis O. da Cruz , ao relatar a história da cidade de Estância-SE, apresenta o titular como nascido em Vila do Inhambupe-BA, diferente do que cita o ANB.