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By Ferramentas Blog

domingo, 23 de outubro de 2011

86- SERGIPE: BERILO VIEIRA LEITE


 Estância - Se 
ESTÂNCIA
(CIDADE ONDE BERILO LEITE VIVEU SUA INFÊNCIA)

*

Nasceu em 16 de fevereiro de 1878, no Engenho São Félix, município de Santa Luzia (Sergipe), sendo seus pais Sizenando de Souza Vieira e Adelaide de Souza Leite.
Realizou os estudos iniciais em Estância (SE), tendo ingressado na Faculdade de Medicina da Bahia no ano de 1901.
Colou o grau de doutor em Medicina no dia 22 de dezembro de 1906, após defender tese inaugural intitulada “Da Raquistovainização”.
Iniciou a vida profissional em Estância, transferindo-se depois para Aracaju, onde, na expressão de Armindo Guaraná, destacou-se “como um dos membros mais destacados de sua classe”.
Exerceu durante muitos anos o cargo de Inspetor Sanitário dos Portos de Sergipe.
Faleceu em 1º de julho de 1952, em Aracaju, capital de Sergipe.
O jornal “Correio de Aracaju” publicou, por ocasião da sua morte, o seguinte registro:
“Desapare do seio dos vivos um grande vulto da medicina e da sociedade, o estimado clínico Dr. Berilo Vieira Leite.
Espírito calmo e caritativo, homem da Pátria, médico do povo, coração abençoado, era o Dr. Berilo portador de um conjunto de preciosidades que muito enobrece o seu passado. Muito merecidas foram as palavras do poeta Freire Ribeiro em torno do necrologio desse conterrâneo benfeitor.
O seu passado se reflete no presente e se projeta no futuro como exemplo de moral, de ação e de serenidade. Ainda forte, em plena tarde do século, aos 74 anos, foi vencido pela doença e arrebatado pela morte!
Perdeu o município de Santa Luzia um dos seus astros luminosos, como igualmente perdeu Sergipe!”

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
Correio de Aracaju, edição de 3 de julho de 1952.
Guaraná, Armindo – Dicionário Biobliográfico Sergipano. Rio de Janeiro: Editora Pongeti, 1925.
Leite, Geraldo – Reminiscências. Feira de Santana: Editora  Universidade Estadual de Feira de Santana, 2007.

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HISTÓRIA DO ENGENHO SÃO FÉLIX

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Engenho São Félix, sua história e a dos seus descendentes é a primeira obra do gênero produzida por não historiadores este ano. Como é fato conhecido, a historiografia não nasceu na Universidade e mesmo depois da institucionalização da disciplina (História) a experiência de pessoas, instituições e eventos continuou a ser narrada por autodidatas. Nada contra a iniciativa. Afinal, uma tarefa tão prazerosa não deveria ser mesmo monopólio de um grupo de acadêmicos. Gozando de tal prerrogativa, a professora Ana Maria Nunes Espinheira registrou flagrantes da trajetória de duas famílias centenárias (Souza Vieira e Leite) que têm pelo menos dois aspectos em comum: viveram em torno do Engenho São Félix (Santa Luzia-SE) e constituíram os troncos ancestrais da própria autora.
O livro da Prof. Ana Espinheira é vertido em linguagem simples e cumpre apenas o objetivo de "manter vivos pessoas e fatos, pelos menos nestas páginas, já que é impossível na realidade." É, claramente, uma história-memória (afetiva, particular, fragmentária, sacralizadora, etc.). Na belíssima capa, fundem-se as imagens dos principais atores; o conjunto arquitetônico do Engenho São Félix; e os brasões das respectivas famílias (Vieira e Leite).  O livro é iniciado com uma breve narrativa sobre a formação da grande propriedade que foi o Engenho São Félix e a trajetória do patriarca da família o Tenente Coronel Paulo de Souza Vieira.
Nas páginas que se seguem, a autora narra a experiência de três dezenas de familiares distribuídos por sete gerações entre 1781 e 1984. As filiações genealógicas, os casamentos, a atividade política dos descendentes dão a tônica das biografias. Mas também compõem os textos algumas informações sobre o processo de concentração das terras em torno do Engenho, a tentativa de modernização da empresa, e o desempenho de alguns descendentes nas atividades comerciais. As própria famílias serão, com certeza, as grandes beneficiadas com essa singela obra. Além de atualizarem os seus estoques de lembranças, aprenderão, com a autora, a registrar sua descendência e a dar continuidade às genealogias dos troncos “Souza Vieira” e “Leite”. Para os historiadores dos costumes, o livro da Prof.ª Ana Espinheira fornece indícios que ajudam a caracterizar melhor os códigos sociais em vigor até meados do século XX: casamentos precoces e consangüíneos, prole extensa, longevidade dos patriarcas, particularidades da educação feminina, etc.
Ao leitor comum, a autora frustra algumas expectativas. A história do Engenho, por exemplo, aparece em segundo plano, ao contrário do que anuncia o título. A riqueza do acervo fotográfico das famílias (algumas peças retratando várias gerações) sugere respeito em relação ao passado e uma forte necessidade em registrar a experiência ancestral. Imagina-se que um pouco mais de esforço junto aos depoentes fosse capaz de narrar sobre as atividades desenvolvidas pela propriedade, a representatividade econômica e política na região, o processo de apogeu e crise na produção do São Félix. Por outro lado, alguns episódios (sui generis, trágicos, é bem verdade) poderiam render muito mais à obra se fossem suficientemente explorados pela autora: os casos de amores secretos, os casos de loucura, as mortes acidentais na roda d’água do Engenho deixam no leitor uma inevitável sede de saber mais. A própria história do casal João José de Oliveira Leite (Barão do Timbó) e Joaquina Hermelina é, sozinha, merecedora de um livro. Ambos viúvos e com seis filhos cada um, casaram-se e produziram mais dois sendo que três filhos de Joaquina casaram-se com três filhos do Barão. Bom, isso é apenas desejo do leitor comum. Desejo esse que pode esbarrar na proposta da autora e nos limites estabelecidos pela família sobre que tipo de lembrança deve ou não vir a público. Todavia, ficam registradas as sugestões para a elaboração de outros trabalhos.
Um último lembrete: para quem vê na obra o culto extemporâneo à aristocracia de sangue em Sergipe, é preciso levar em conta que a historiografia não se faz apenas sob o ponto de vista dos proletários, dos religiosos, ou qualquer outro segmento social. Apesar de criticarmos tanto a chamada historiografia tradicional – "triunfante, oficial" –, pouco conhecemos do cotidiano das elites detentoras do mando em Sergipe. A experiência familiar de troncos significativos como os Rolemberg, Faro, Barreto, Franco, Leite, Menezes, permanece em reserva e vai morrendo aos poucos à cada partilha de bens, como, aliás, é o destino de toda lembrança pessoal. Mas essa, com certeza, não será a sorte da memória dos “Souza Vieira” e dos “Leite”. A família deve estar agradecida à Profª Ana Espinheira e os historiadores mais ainda, já que o seu trabalho reúne subsídios para o melhor conhecimento de uma significativa fração da sociedade sergipana.

Para citar este texto:
OLIVEIRA, Itamar Freitas de. História do Engenho São Félix. Jornal da Cidade, Aracaju, p. 6-6, 12 jul. 2000.





85 BIS- SERGIPE: ASCENDINO ÂNGELO DOS REIS

ASCENDINO ÂNGELO DOS REIS


*
Nasceu em São Cristóvão, provavelmente em 1847.
Sem recurso financeiro, tentou tirar do magistério particular os meios necessários para realizar o seu sonho de se graduar em medicina.
Sensível à aspiração, o governo provincial lhe adiantou, sob a forma de empréstimo, a quantia necessária para a realização dos seus estudos.
Assim sendo, iniciou e concluiu o curso médico na Faculdade de Medicina da Bahia, por ela recebendo o grau de doutor em medicina aos 27 anos de idade, isto é, em 1874.
Formado, continuou sendo professor. Ensinou na Escola Normal de Aracaju e no Atheneu Sergipense, ministrando as disciplinas de História e Inglês.
Além de médico, foi educador. Fundou o Parthenon Sergipense, colégio onde estudaram centenas de moços, inclusive João Ribeiro, Fausto Cardoso e Gumercindo Bessa.
No final da vida, passou a residir em São Paulo.

FONTE BIBLIOGRÁFICA:
Bittencourt, Liberato – Homens do Brasil- Sergipe . Rio de Janeiro, 1917.

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ESTATÍSTICA
Biografias de médicos da Bahia ..........................................    409
Biografias de médicos de Sergipe ......................................       85
Total ...................................................................................   494

sábado, 22 de outubro de 2011

85-SERGIPE: ANTÔNIO DO REGO TRAVASSOS


Pouco conhecemos sobre Antônio do Rego Travassos. Liberato informa o seguinte:
Nasceu em Japaratuba no ano ano de 1859.
Formou-se em medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1882.
Durante o curso médico demonstrou possuir grandes habilidades intelectuais, pelo que foi um dos melhores alunos de sua turma.
Depois de formado, regressou para a província natal e aí faleceu em pleno albor da juventude.
Segundo a mesma fonte, o biografado “era de média estatura, magro, moreno e dotado de nobres predicados de caráter”.


FONTE BIBLIOGRÁFICA:
Bittencourt, Liberato- Homens do Brasil- Sergipe. Rio de Janeiro, 1917.

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MÉDICOS DA BAHIA E DE SERGIPE
ESTATÍSTICA
Biografias de médicos da Bahia ..............................  409
Biografias de médicos de Sergipe ...........................    85
Total ....................................................................... 494
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84- SERGIPE: CONSTANTINO JOSÉ GOMES DE SOUZA

"PARNASO SERGIPANO"
Sílvio Romero


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Nasceu em Estância em 18 de setembro de 1825, sendo seus pais José Maria Gomes de Souza e Maria Joana da Conceição.
Estudou as primeiras letras com o professor Joaquim Maurício, em sua terra natal, e aprendeu latim com o padre Raimundo de Campos da Silveira.
Completou sua formação em Salvador (Bahia), onde se matriculou na Faculdade de Medicina, no ano de 1844. No quarto ano médico mudou-se para o Rio de Janeiro, em cuja Faculdade só recebeu o grau de doutor em medicina no dia 20 de agosto de 1853, por não ter condições econômicas para sustentar sua tese.
Iniciou a vida profissional na Corte e em outras cidades da província do Rio de Janeiro (Macacu, Paraíba do Sul, Valença e Vassouras).
Em 1855, regressou para Sergipe sendo encarregado  no ano de 1856 do serviço da quarentena do porto de Estância e do tratamento de coléricos na vila de Santa Luzia.
Em 1857, voltou para a capital do Império e a 9 de maio de 1873 ingressou no serviço médico da guarnição da Corte.
Além de médico, foi dramaturgo, romancista e poeta.
Sílvio Romero e Prado Sampaio consideraram Constantino José Gomes de Souza como o decano dos poetas sergipanos.
Não obstante sua atividade profissional e recursos intelectuais, foi atraído pelas ilusões do jogo e acabou seus dias em completa miséria.
São de sua autoria  vários romances, dramas e outras produções literárias das quais destacamos: “Prelúdios poéticos” (1848), “A ceguinha brasileira” (1849), “Hinos da minh´alma” (1851), “O espectro da floresta” (1856), “A filha do salineiro” “(1860), “O enfeitado” (1860), “Os três  companheiros da infância” (1869), “O desengano” (1871), “ A filha sem mãe”(1873), “O grumete” (1873), “Arieurana” (1874), “O cego” (1877), “Alfeno e Clorindo” (1845), “Consolação” (1845) e outras.
Faleceu no Rio de Janeiro no dia 2 de setembro de 1875, sem ter ninguém que, pelo menos, o sepultasse.



FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
Bitencourt, Liberato – Homens do Brasil-Sergipe. Rio, 1917.
Guaraná, Armindo – Dicionário Bibliográfico Sergipano.Rio de Janeiro, 1925.

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MÉDICOS ILUSTRES DA BAHIA E DE SERGIPE
ESTATÍSTICA
Biografias de médicos da Bahia .............................     409
Biografias de médicos de Sergipe ..........................       84
Total .......................................................................   493





quarta-feira, 19 de outubro de 2011

83-SERGIPE: CONSTANTINO DA SILVA TAVARES FILHO



PORTO DA FOLHA, SERGIPE
http://www.blogger.com/post-crate.g?blogID=2271705286998377502


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Nasceu em 20 de dezembro de 1883, na fazenda Niteroi, município do Porto da Folha, sendo seus pais  Consstantino da Silva Tavares e Júlia Austéria de Loureiro Tavares.
Estou os preparatórios na cidade de Penedo e em Maceió (Aladgoas) e ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia  sendo por ela graduado em farmácia no dia 31 de dezembro de 1903.
Em dezembro de 1905, defendeu tese sobre basedowismo e ecebeu o grau de doutor em medicina pela mesma Faculdade.
Fixou residência em Simão Dias (Sergipe) onde exerceu a clínica, desde a sua formatura até falecer.
Seu óbito ocorreu no dia 17 de dezembro de 1909, no distrito de Mauá, termo de Monte Santo, Bahia.

FONTE BIBLIOGRÁFICA:
Guaraná, Armindo – Dicionário Biobibliográfico Sergipano. Rio de Janeiro, 1925.

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MÉDICOS ILUSTRES DA BAHIA E DE SERGIPE
ESTATÍSTICA
Biografias de médicos da Bahia ..........................  409
Biografias de médicos de Sergipe .......................    83
Total ....................................................................  492




82- SERGIPE: CLOVIS CONCEIÇÃO


CLOVIS CONCEIÇÃO
http://linux.alfamaweb.com.br/asm/Patronos.php


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Nasceu em Simão Dias, no dia 20 de maio de 1913, sendo seus pais Quintino José da Conceição e Maria do Espírito Santo Conceição.
Realizou os estudos iniciais em Aracaju, no colégio do professor Evandro de Faro e, em seguida, no Atheneu Sergipense.
Ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia em 1932, sendo por ela diplomado em 15 de dezembro de 1937, com mais seis sergipanos: José Aloysio Andrade, Adalberto Dantas, Augusto do Prado Franco, Áureo Brito, Lourenço Mesquita e Walter Andrade.
Concluído o curso médico, especializou-se em urologia, fixando residência em Aracaju, onde integrou o corpo clínico do Hospital de Cirurgia.
Algum tempo depois, realizou um curso de radiologia em São Paulo, findo o qual regressou para Aracaju e assumiu a chefia do Serviço de Radiologia do hospital acima referido.
Ingressou, após concurso, no IAPC e integrou o corpo docente do Instituto de Educação Rui Barbosa.
Foi médico da Secretaria de Saúde de Sergipe e do Serviço de Radiologia do Serviço Social da Indústria.
Participou por dois períodos do Conselho Diretor da Universidade Federal de Sergipe.
É patrono da cadeira número 8 da Academia Sergipana de Medicina.
Faleceu em 6 de agosto de 1987.


FONTE BIBLIOGRÁFICA:
Cabral Machado, Manoel – Dr. Cloves Conceição. Jornal da Cidade, edição de 13 d 14 de setembro de 1987. Aracaju

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MÉDICOS ILUSTRES DA BAHIA E DE SERGIPE
ESTATÍSTICA
Biografias de médicos da Bahia ......................... 409
Biografias de médicos de Sergipe .....................     82
Total ................................................................  491

81-SERGIPE: CLEOVANSÓSTENES PEREIRA DE AGUIAR




CLEOVANSÓSTENES PEREIRA DE AGUIAR


*


Nasceu em Rio Largo, Alagoas, no dia 16 de agosto de 1926, sendo seus pais Rafael Pereira de Aguiar e Laura Gomes de Aguiar.
Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco em 1948, sendo por ela diplomado em 1953.
Fez o Curso Especial de Saúde Pública na Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro e o de Medicina Tropical na Fundação Gonçalo Moniz, em Salvador (Bahia).
Iniciou sua atividade de sanitarista no município de Gararu (Alagoas), no ano de 1954.
Em 1956, foi transferido para Porto Real do Colégio (Alagoas) e em 1958 seguiu para Riachuelo (Sergipe), onde permaneceu até 1971.
Em 1971 assumiu a prefeitura municipal de Aracaju e como prefeito permaneceu até 1975.
Trabalhou na SUCAM, foi diretor da Legião Brasileira de Assistência (Sergipe) e no Instituto Nacional de Previdência Social.
Lecionou as disciplinas Parasitologia e Bioagentes Patogênicos na Universidade Federal de Sergipe.
Presidiu a Fundação Projeto Rondon (Sergipe), o Conselho Estadual de Educação de Sergipe e a Academia Sergipana de Medicina (1994-1996).



MÉDICOS ILUSTRES DA BAHIA E SERGIPE
ESTATÍSTICA:
Biografias de médicos da Bahia ........................... 409
Biografias de médicos de Sergipe ...........................  81
Total ....................................................................... 490