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By Ferramentas Blog

terça-feira, 3 de maio de 2011

36- AVULSOS BIOGRAFIAS - JORGE CARVALHO GUEDES



 

*

Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia em 1976, sendo graduado em 1981.
No período de 1982 a 1984, fez Residência Médica em Gastroenterologia, na mesma universidade.
De 1985 a 1988, cursou o mestrado em Medicina Interna, na UFBa.
Em 1990-1991, fez curso de aperfeiçoamento como  Assistent Étranger de Gastroenteroligie do Hôpital Saint Marguerite, Universidade de Aix-Marseille,  França.
Em 2000 / 2004, realizou o doutorado em Medicina, na Universidade Federal da Bahia.
Atualmente é Professor de Gastroenterologia e Medicina Interna da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia e Professor de Iniciação Cientifica no curso de Medicina da Faculdade de Tecnologia e Ciências de Salvador (FTC).
Publicou 16 artigos em periódicos especializados. 35 trabalhos em anais de eventos científicos e um 1 capítulo de livro.
É autor de 3 processos pedagógicos, sendo 1 com registro, referente à concepção e implantação de novo curso de Medicina.
Orientou 9 trabalhos de iniciação científica e pós-graduação sensu lato nas áreas de Gastroenterologia, Medicina, Nutrição e Enfermagem.
Em suas atividades profissionais integrou, com 120 colaboradores, em co-autorias de trabalhos científicos.
Participou de 2 Bancas Examinadoras de Mestrado, 1 de Doutorado, participou de 7 eventos científicos e organizou   5.

FONTE BIBLIOGRÁFICA:
Jorge Carvalho Guedes. Disponível em http://buscatextual.cnpq.br/buscat extual/visualizacv.jsp?id=K4787966P6. Acesso em 10 de setembro de 2009.


HÔPITAL SAINT MARGUERITE, UNIVERSIDADE DE AIX-MARSEILLE, FRANÇA


35- BIOGRAFIAS AVULSAS - JAIRNILSON SILVA PAIM

 
JAIRNILSON PAIM


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Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, em 1972.
De 1973 a 1975, realizou o mestrado, defendendo dissertação sobre “Reforma Sanitária: planejamento em saúde; política de saúde; Saúde Pública; Reforma dos Serviços de Saúde”.
Em 2006 e 2007, realizou, o doutorado em Saúde Pública, com a tese “Reforma Sanitária Brasileira: contribuição para a compreensão e crítica”.
Professor Titular de Universidade Federal da Bahia e Professor Honoris Causa da Universidade Estadual de Feira de Santana.
Na UFBa ensina,  nível de graduação,  Política de Saúde. A nível de pós-graduação, Seminário Avançado de Teoria da Planificação.
Na Universidade Estadual de Feira de Santana, coordena o programa de pós-graduação em Saúde Pública.
Pelos altos serviços prestados à Saúde Pública, recebeu  homenagens das seguintes instituições: Secretarias de Saúde da Bahia, Ceará e Sergipe, Conselho Estadual de Saúde da Bahia,  Assembléia Legislativa da Bahia, Câmara Municipal de Salvador, Ministério da Saúde do Brasil e Presidência da República (medalha Oswaldo Cruz, categoria ouro).
Artigos completos, publicados em periódicos nacionais e internacionais, 117. Livros publicados, 47. Trabalhos completos, publicados em anais de congressos, 10. Resumos publicados em anais de congressos, 45. Participação em bancas examinadoras de mestrado, 68. Participação em bancas examinadores de doutorado, 22. Qualificação de doutorado, 7. Participação em eventos de sua área de atuação, 116.
Trata-se, como se vê, de uma das maiores autoridades em Saúde Pública, no país.



FONTE  BIBIOGRÁFICA:

Jairnilson Silva Paim – Disponível em http://buscatextual.cnpq.br/ buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4788944H8. Acesso em 19 de maio de 2009.



              
            A CRISE DA SAÚDE PÚBLICA                                     O QUE É O SUS




           


























segunda-feira, 2 de maio de 2011

AVULSO- JOSÉ ANDRADE MOURA JÚNIOR

 
HOSPITAL D. PEDRO DE ALCÂNTARA
FEIRA DE SANTANA

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Nasceu em Jequé, Bahia, em 31 de janeiro de 1958, sendo seus pais José Andrade Moura e Waldeth Garcez Moura.
Realizou os primeiros estudos em Jequié e residiu naquela cidade até os 14 anos de idade, quando sua família fixou residência em Salvador.
Em 1976, ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, onde foi diplomado em 1981.
Fez residência médica no Hospital Ana Neri, em Salvador, especializando-se em Medicina Interna, com ênfase em Nefrologia.
Em 1984 mudou-se para Feira de Santana, tornando-se o primeiro nefrologista daquela cidade.
Em seguida atualizou seus conhecimentos no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, onde adquiriu experiência em transplante renal.
Tendo conquistado o título de especialista em Nefrologia, conferido pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (1988).
A partir de 1985, iniciou a prática de transplantes renais em Feira de Santana, onde acumulou relevante  casuística.
Assumiu a Vice-Presidência da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Regional da Bahia e coordenou a Comissão Estadual de Nefrologia.
Realizou os cursos de Mestrado e Doutorado na Fundação Baiana Para o Desenvolvimento das Ciências.
É autor de vários trabalhos científicos, publicados em periódicos do Brasil e do exterior e pertence a diversas instituições científicas e culturais.


FONTE BIBLIOGRÁFICA:
Memória da Academia de Medicina de Feira de Santana. Editora da AMeFS. Feira de Santana, 2007.


HOSPITAL D. PEDRO DE ALCÂNTARA


A Santa Casa de Misericórdia da Bahia não é a única do Estado. Várias outras foram criadas, com a mesma finalidade. João Batista de Cerqueira, em seu  estudo sobre o assunto, relata que existiam, nos meados do século  XIX, as seguintes:
·        A de Cachoeira, mantenedora do Hospital Nossa Senhora da Natividade, criada em 1734.
·        A de Santo Amaro, mantenedora do Hospital de São João de Deus, criada em 1778.
·        A da Cidade de Nazaré,  mantenedora do Hospital Gonçalves Martins, criada em 1831.
·        A de Maragogipe, criada em 1850, hoje extinta.
Relata a mesma fonte: “Vivia-se a infância da nação brasileira. O país estava se definindo acerca dos rumos que tomaria. A independência não estava consolidada. Ainda se comemorava a vitória dos caboclos brasileiros sobre as forças portuguesas. No povoado de São José das Itapororocas, área territorial da Villa de Feira de Sant’Ana, ainda ecoavam os feitos de Maria Quitéria de Jesus (3).
Mais adiante acrescenta: “A Villa já transpirava progresso quando, oriundo da Cidade da Bahia, aqui chegou, em 1855, aos 29 anos, nomeado Juiz de Direito da Comarca, o Dr.Luiz Antônio Pereira Franco” ( Ibidem).
O jovem, diplomado pela Faculdade de Direito de Olinda, era muito religioso e por demais sensível aos padecimentos humanos, pelo que ficou profundamente impressionado com os enfermos que, sem recursos financeiros, perambulavam pela Vila da Feira de Santana. Como um apóstolo da caridade, congregou os cidadãos mais sensíveis, os mais abastados, as autoridades e os moradores mais idealistas e, a exemplo do que aconteceu em outras cidades do Brasil, fundaram uma irmandade “com fins caritativos e assistenciais”.
Assim surgiu a Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana, criada em 25 de março de 1859. Diz ainda João Batista de Cerqueira: “O Compromisso da Santa Casa da Misericórdia de Feira de Santana, então elaborado, refletia muito bem o ambiente político, religioso e cultural em que vivia a sociedade feirense. O documento da primeira organização comunitária e caritativa do município tomou por base os ensinamentos cristães e ,igual a seus congêneres, defende a caridade como a maior missão a ser cumprida”.
A irmandade curaria em seu hospital os enfermos pobres e desvalidos dando, aos que morressem, sepultura condigna em Cemitério próprio.
*
O primeiro passo para a criação do hospital foi surgiu no mesmo ano de 1859, quando o Imperador D. Pedro II e a Imperatriz Tereza Cristina visitaram a Vila de Feira de Santana, nos dias  6 e 7 de novembro. Naquela ocasião o Imperador, atendendo ao pedido formulado por uma comissão encabeçada pelo Dr. Luiz Antônio Pereira Franco, “visitou um terreno e recomendou ao dr. Bonifácio de Abreu, médico da Corte, que o vistoriasse”.
 Em seguida fez uma doação de dois contos de reis para a criação do Imperial Asilo de Enfermos, posteriormente denominado Hospital D. Pedro II.
O óbulo, apesar de significativo, não era o suficiente para a construção de um hospital, orçado, na época, em quase vinte e sete contos de reis.
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Quanto ao cemitério, a Lei Provincial n. 844, de 3 de agosto do ano seguinte, fez com que o cemitério já existente, até então administrado pela Câmara Municipal, fosse doado à Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana.  O terreno, pertencente a antiga Fazenda “Cerca de Pedras”, continha além do cemitério, uma casa “de adobes e coberta de telhas, com quatro jenelas e uma porta na frente, duas salas e cinco quartos, em mau estado de conservação” (Ibidem) . Esta casa, depois de reconstruída ao custo de quase um conto de reis, serviu de sede para o Hospital provisório.
O intento da construção de um edifício destinado ao Hospital definitivo permaneceu vivo, sendo para tanto constituída uma comissão. As obras tiveram início e correram normalmente nos anos de 1877 e 1878. Em seguida o projeto foi paralisado e em 1881 a parte construída foi coberta e transformada em depósito o qual, cinco anos mais tarde, foi dividido em pequenas casas para serem alugadas.
Finalmente, em 1884, graças ao auxílio do Governo Provincial, a Santa Casa adquiriu um dos melhores imóveis de Feira de Santana, de propriedade do Coronel João Pedreira de Cerqueira. No ano seguinte, deu-se
A mudança do Hospital provisório para o definitivo, sendo a inauguração do novo nosocômio realizada no dia 28 de fevereiro de 1886.
“O novo Hospital -- diz João Batista de Cerqueira – tornou-se uma atração turística da cidade, uma passagem obrigatória para os visitantes ilustres. Pelas suas dependências,passaram, além dos pacientes de Feira e de toda a região, políticos de projeção nacional, juristas, religiosos e autoridades militares”(3).
Muitos visitantes deixaram elogios, tais como Ruy Barbosa, Madureira de Pinho, Fernando São Paulo, Bráulio Xavier, Aurélio Rodrigues Viana, Nelson de Souza Oliveira, Benjamin Salles, Anísio Teixeira, Alfredo Brito, Honorato Bonfim, Jayme Junqueira Ayres,  príncipe Pedro de Orleans Bragança, Inácio Menezes, Benjamim Salles, Amado Bahia, Armando Sampaio Tavares, Tertuliano Carneiro e muitos outros.
*
O tempo, na sua inexorável trajetória, foi passando. Feira de Santana foi crescendo, a carência de leitos foi aumentando e a necessidade de um novo hospital se tornou gritante.
O movimento neste sentido começou em 1939 mas foi somente em 1943 que ele se tornou viável, quando foi constituída uma comissão para  perseguir o intento.
  O Governo do Município destinou, em 1946, trinta mil cruzeiros para desapropriação de uma área de terra a ser designada pela Santa Casa e em 21 de setembro do mesmo ano o prefeito, dr. Carlos Valadares, concedeu o auxílio de trinta e cinco mil cruzeiros para a construção de um novo hospital.
O terreno foi adquirido no ano seguinte e as obras, sob o influxo de todas as camadas da sociedade, tiveram início, sendo o atual Hospital D. Pedro de Alcântara inaugurado no dia 4 de janeiro de 1957, com a presença do Prefeito João Marinho Falcão, do Ministro da Saúde, Dr. Maurício de Medeiros, e várias  autoridades.
Graças ao empenho de Wilson da Costa Falcão, Augusto Matias  e outros idealistas, tem a Feira de Santana, nos dias atuais,  o Hospital D. Pedro de Alcântara.
Dotado de todas as condições necessárias, inclusive de um novo e operante Centro de Estudos, este hospital está destinado a se tornar um grande hospital- escola, aos moldes do que, no passado, foram o Hospital Santa Izabel, o Hospital da Santa Casa do Rio de Janeiro, o da Santa Casa de Santos e muitos outros pelo Brasil afora.
Desde os primeiros anos de sua implantação a Universidade Estadual de Freira de Santana  encontrou nesta casa abrigo para os estudantes de enfermagem que aqui  realizaram estágios curriculares.
Em 18 de setembro de 2006, com a presença de autoridades, professores e dirigentes universitários, foi assinado convênio objetivando dar a este hospital o status de hospital-universitário.
Todos os caminhos estão abertos. Feira de Santana, graças ao empenho dos Reitores Anacy Paim e José Onofre, bem como do dr. João Batista de Cerqueira e seus companheiros de Colegiado, dispõe de um curso de Medicina, planejado e estruturado sob os moldes mais modernos da pedagogia universitária.

BIBLIOGRAFIA


01 - Azevedo, S. Olimpio de - Memória Histórica da Faculdade de Medicina da Bahia. Bahia, 1883.

02 - Carvalho Filho, José Eduardo Freire de - Notícia Histórica sobre a Faculdade de Medicina da Bahia. Typ. Bahiana. Bahia, 1909.

03-  Cerqueira, João Batista de  - Assistência e Caridade. A história da Santa Casa de Misericórida de Feira de Santana – 1859 a 2006 . UEFS, 2007.

04 - Falcão, Edgard Cerqueira - Pirajá da Silva, o inesquecível descobridor do Schis­tosoma Mansoni. Oficinas Gráficas da "Revista dos Tribunais". S. Paulo, 1959.

05 - Fonseca, Luiz Anselmo da - Memória Histórica da Faculdade de Medicina. Typ. Bahiana, 1891.

06- Segundo da Costa, Paulo – Hospital de Caridade da Santa Casa de Misericórdia da Bahia – 450 anos de Funcionamento (1549-1999) . Contexto & Arte Editorial – 1ª. Edição. Salvador, 2000.



310- JOÃO DE OLIVEIRA CAMPOS

PREFEITURA MUNICIPAL
FEIRA DE SANTANA, BAHIA

*

Nasceu em Irará, no dia 17 de junho de 1904, sendo seus pais Elpídio Marques de Oliveira e Hercília de Lima Campos.
Em 1923, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia, pela qual recebeu o grau de doutor em Medicina no dia 28 de dezembro de 1928, depois de defender  sua tese inaugural, aprovada com “Distinção”.
Formado, iniciou a vida profissional em Tanquinho de Feira.
“Desde cedo, em sua atividade profissional, o seu espírito de incomensurável generosidade tornou-se evidente. Era o médico que nada negava a ninguém, sempre pronto para qualquer tipo de atendimento, mesmo aqueles mais distantes, perdidos no interior da catinga, cuja viagem era apenas possível “em lombo de jegue” conforme expressão local” (Souza e Azevedo, obra citada).
Sua filha, disse que a maior recordação que guardava de João de Oliveira Campos éra a daquela “quantidade enorme de gente pobre na entrada lá de casa aguardando atendimento médico por meu pai. Enquanto aguardavam recebiam também alimentação dada por minha mãe” (Ibidem).
Seu ideal era a construção de uma maternidade em Tanquinho para atender, de modo especial, a população mais pobre e necessitada. A maternidade, denominada Pró-Mater, foi inaugurada em 18 de dezembro de 1949. Mais tarde, recebeu o nome “Maternidade Dr.  João de Oliveira Campos”.
Anos depois o Dr. João passou a residir em Riachão do Jacuipe, onde foi eleito, quatro vezes,  prefeito municipal.
Em Riachão do Jacuipe  construiu um hospital, ao qual deu o nome de “Adelaide Ribeiro”, então Secretário de Saúde da Bahia.
Homem extremamente dedicado e dadivoso, mereceu o reconhecimento público, tanto em Feira de Santana quanto em Tanquinho e Riachão do Jacuipe.
Recebeu várias homenagens do poder público e dos habitantes dos municípios onde exerceu a profissão.
Faleceu em 18 de junho de 1989.

FONTE BIBLIOGRÁFICA:
Souza e Azevedo, Eliane Elisa – Dr. João de Oliveira Campos. Memória da Academia de Medicina de Feira de Santana. Feira de Santana, 2007.
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Quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Colégio Estadual João Campos anuncia sua II Semana de Saúde

O Colégio Estadual João Campos realizará entre os dias 05 e 08 de outubro deste, a sua II Semana de Saúde - Modos de Vida Saudáveis. Na programação, dinâmicas, palestras, mesa redonda e debates com a participação de profissionais ligados a área de saúde.

O evento acontecerá entre às 7h30 e 12:00 e de 19:00 às 22:00 horas e visa propiciar ao seu corpo discente e docente, bem como a comunidade em geral, reflexões em torno da necessidade de atitudes e hábitos que garantam a qualidade de vida, observando os aspectos tríplices da saúde: o físico, o psicológico e o social.

O Colégio Estadual João Campos está localizado no município baiano de Riachão do Jacuípe e é uma das 156 unidades escolares sob a jurisdição da DIREC 02.

domingo, 1 de maio de 2011

AVULSO- JOSÉ ANTÔNIO DE ALMEIDA SOUZA


DUZENTOS ANOS DA FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA
(PRIMEIRA A SER FUNDADA NO BRASIL)

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Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia em 1967, concluindo o curso de graduação em Medicina no ano de 1972.
De 1973 a 1977, fez o curso de Mestrado em Medicina, na Universidade Federal da Bahia, sob a orientação do Prof. Armênio Costa Guimarães.
Em 1979 e 1980, fez especialização em Cardiologia na Universsity of London (Inglaterra), como bolsista do British Council.
No período de 1992 a 1999, realizou o Doutorado em Medicina na Universidade Federal da Bahia.
Foi Diretor da Faculdade de Medicina da UFBa. (1996/2000) . É Professor Adjunto da mesma faculdade onde ensina Cardiologia, Iniciação do Exame Clínico e Clínica Médica.
Na Escola de Enfermagem da UFBa, lecionou, em cursos de extensão. Ressuscitação cardiorespiratória, Atenção Pré-Hospitalar á Emergências e Urgências, Primeiros Socorros, Emergências Metabólicas e Cardiovasculares e Parada Cardiorespiratória Cerebral.
É Coordenador do Curso de Medicina da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), em Salvador, Bahia.
Aritigos completos publicados em periódicos, 12.
Resumos publicados em anais de congressos, 32.
Apresentações de trabalhos, 2.
Participação em Bancas Examinadoras de Mestrado, 3.
Idem de Doutorado, 1.
Participação em eventos: 12.
Organização de eventos: 16.

FONTE BIBLIOGRÁFICA:
José Antônio de Almeida Souza- Disponível em http://buscatextu al.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4764864E8. Acesso em 16 de setembro de 2009.


No coração do centro histórico de Salvador, o Terreiro de Jesus, próximo ao Pelourinho, pode revelar ao visitante muito da história da cidade e da lógica da sociedade colonial.  Nela, vizinho da Sé, um grande prédio hoje de um rosa desbotado e sempre em restauração divide a praça com a Catedral, com a Igreja de São Pedro dos Clérigos e com a Igreja de São Domingos, a dois passos da  Igreja do Rosário dos Pretos que reina no Pelourinho, da Igreja de Sant’Ana, da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco e da  igreja recoberta de ouro do Convento de São Francisco
A seu modo, o imenso prédio rosa é também um templo.  Essa analogia não passou desapercebida ao Vice Presidente do Instituto Bahiano de História da Medicina e Ciências Afins, professor Antonio Carlos Nogueira Britto, que assim concluiu a conferência que fez no Anfiteatro Alfredo Britto no dia 18 de fevereiro de 2003, por ocasião da comemoração dos 195 anos de Ensino Médico na Bahia:
Atentai, ó vós que estais a pisar este chão.
Este chão é sagrado.
Este chão, este solo, esta terra são ungidos, são consagrados, são abençoados pelos deuses da Medicina.
Este é o chão do Santuário da Medicina primaz do Brasil.[1]
Os trabalhos da memória fizeram do edifício do Terreiro de Jesus um templo do saber médico e da ciência no Brasil. Ali, antes da expulsão dos jesuítas de Portugal e suas colônias, ficava o Colégio da Companhia de Jesus e nele, já transformado em Hospital Real Militar da Bahia, instalou-se por Decisão Régia de 18 de fevereiro de 1808 a Escola de Cirurgia da Bahia, primeira escola médica do Brasil.  Em 1816 se transformaria na Academia Médico-Cirúrgica da Bahia para tornar-se, em 1832, a Faculdade de Medicina da Bahia, em 1891 a Faculdade de Medicina e Farmácia da Bahia, voltar a ser em 1901 a Faculdade de Medicina da Bahia (fotos 5, 6, 7 e 8) e, quando as Universidades passaram a aglutinar as faculdades isoladas, tornou-se a Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia, em 1946, até chegar a hospedar, em 1965, algumas dependências da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia.
De forma análoga às igrejas com quem dialoga no Terreiro de Jesus, o velho prédio que a cidade se acostumou a ver como a Faculdade de Medicina da Bahia, por mais que a Faculdade ocupe novas instalações no Canela desde 1918, transformado em Memorial da Medicina,  abriga hoje como abrigou em outros tempos relíquias da história da medicina na Bahia e no Brasil ,imagens dos grandes vultos da medicina baiana (fotos 17, 18, 19, 20 e 21), o sancta sanctorum da elite médica baiana e alguns dos suportes físicos que serviram aos rituais acadêmicos de outrora.
Ainda hoje alguns desses rituais ali se celebram, quer porque ali se realizem as sessões solenes da Academia de Medicina da Bahia, quer porque desde março de 2004 o prédio voltasse a abrigar a diretoria e a secretaria geral da Faculdade de Medicina da Bahia e os programas de extensão por ela organizados, quer ainda porque, a cada mês de dezembro, as turmas de médicos que comemoram o aniversário de sua formatura percorram, reverentes como em uma procissão, seus corredores  e salões após a missa festiva na Sé.

            Lugar de memória da medicina, do saber médico e do prestígio social dos médicos na sociedade brasileira, na sua arquitetura atual, resultado da reconstrução feita após o incêndio de 1905, emula, por um lado, os templos clássicos com suas inumeráveis colunas dóricas e jônicas  e, por outro, as absides das igrejas cristãs na rotunda onde se instalou o anfiteatro.   Seu mobiliário (fotos 31 e 32), seus ornamentos (foto 33) e os objetos que guarda permitem que o visitante vislumbre fragmentos do passado de glória do lugar que se vê e é visto como o berço da medicina no Brasil.  Sua monumentalização no imaginário da cidade de Salvador e naquele dos cientistas do Brasil revestiram o velho prédio da função de lugar fundacional e de toda a carga simbólica que costuma a acompanhar esses espaços.  Por isso é o Memorial da Medicina, sem uma especificação que o remeta à cidade de Salvador ou mesmo à Bahia: é, por excelência, o Memorial da Medicina no Brasil.
 O Memorial abriga ainda um Arquivo  que conserva um material precioso, composto, sobretudo, de teses defendidas desde o século XIX , de matrículas dos alunos, cadernetas, atas de concursos, e atas das sessões da Congregação da Escola Médica.  Nele,  os funcionários atendem os pesquisadores com uma disponibilidade que vai muito além do profissional e com uma cordialidade que é marca de identidade dos baianos.
 Ainda que de forma menos perceptível ao visitante, o prédio rosa de hoje é também um lugar de memória do descaso para com a ciência no Brasil.   Esse descaso se manifestou tragicamente quando, na noite do dia 2 de março de 1905, um incêndio que poderia ter sido controlado, segundo a imprensa da época, caso os bombeiros tivessem sido mais eficientes e melhor aparelhados,   destruiu completamente a Biblioteca e algumas dependências da Faculdade, inclusive o Gabinete de Medicina Legal dirigido por Nina Rodrigues.  Perderam-se então os 22.000 volumes da mais preciosa Biblioteca Médica do país.  Foi assim também em outubro de 1951, quando outro incêndio destruiu o pavilhão da frente da Faculdade de Medicina da Bahia.  E, se os dois incêndios podem ser tidos como fatalidades, o mesmo não se pode dizer do que a incúria permitiu que sucedesse, em nossos dias, com a biblioteca  reconstituída  depois do incêndio de 1905 graças às doações feitas por professores, por particulares e por instituições[2].
Abandonada, a Biblioteca viu seu telhado ruir, o mobiliário perder-se pela ação da chuva bem como uma parte significativa dos livros, alguns deles muito antigos.  Como tantas vezes acontece, depois do desastre consumado, foram tomadas providências e um investimento significativo foi destinado à restauração do que ainda possa ser recuperado.  Uma pequena equipe de bibliotecários, restauradores e estagiários dedica-se a essa tarefa, em salas sem ventilação, e – ao menos até dezembro de 2005 - sem os equipamentos necessários para um             trabalho profissional sério.  Quando da recente visita de um Ministro de Estado às obras de restauração, em lugar de expor as reais necessidades de equipamentos e de pessoal especializado, o que foi mostrado foram os livros já higienizados e recuperados, mas não o subterrâneo irrespirável onde se amontoam milhares de livros ou o galpão vizinho a uma carpintaria, de portas abertas para um pátio interno por onde circula quem quiser e com as vidraças das janelas quebradas, repleto de livros, teses, periódicos científicos e de sacos e mais sacos de lixo com livros irrecuperáveis, alguns deles preciosos, fossilizados pela ação da chuva e do calor na antiga biblioteca ou carcomidos pelas traças.
Mais grave ainda: a monumentalização do velho edifício rosa que um dia abrigou a Faculdade de Medicina da Bahia e a grandiosidade de seus salões e corredores fez com que suas dependências se tornassem um ponto cobiçado para grandes festas da capital baiana.  No dia em que visitei os trabalhos de restauração dos livros, em dezembro de 2005, preparava-se ali uma grande festa de casamento.  Na parede que separava uma das salas vazias daquela que guarda, sem climatização, os livros já recuperados e higienizados, alinhavam-se nove botijões de gás, conectados a fogões onde seriam preparados os pratos que, mais tarde, seriam servidos na festa.  E não é difícil imaginar que, no dia seguinte a uma dessas festas, restos de comida sejam encontrados dentro da sala dos livros salvos.
 Esperemos que não tenhamos de lamentar outro desastre.  E, se não for demais, esperemos também que o projeto de recuperação do que restou da biblioteca não adormeça ao ritmo da burocracia do serviço público.  As paredes do casarão do Terreiro de Jesus não guardam apenas relíquias mortas da história da medicina e da ciência no Brasil.  Os livros, as teses médicas, os manuais e os periódicos científicos que um dia estiveram na Biblioteca não guardam apenas informações que interessam aos eruditos: são parte substancial da identidade da ciência no Brasil, porque são memória viva, e como tal deveriam ser cuidados.
 

[1] - Antonio Carlos Nogueira BRITTO. 195 anos de Ensino Médico na Bahia.  IN www.medicina/ufba/br consultado em 30 de dezembro de 2005.   Nos muros da antiga faculdade de Medicina da Bahia o trecho foi reproduzido em bronze.
[2] - cfr. Antonio Carlos Nogueira BRITTO. O incêndio da Faculdade de Medicina da Bahia em 1905.  IN www.medicina/ufba/br  consultado em 02 de Janeiro de 2006.

 






AVULSO- JOÃO BATISTA DE CERQUEIRA


JOÃO BATISTA DE CERQUEIRA

*

Nasceu em Nova Soure, interior da Bahia, em 29 de agosto de 1953. Seus pais são Francisco Dantas de Cerqueira e Irene Maria de Santana.
Aprendeu as primeiras letras em sua terra natal, tendo chegado em Feira de Santana, com a família, em 1965, onde completou seus estudos.
Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia em 1972, sendo diplomado em Medicina, na mesma faculdade, em 1978.
Realizou o curso de especialização em Urologia e Clínica Cirúrgica no Hospital Municipal de Tatuapé, em São Paulo.
Realizou o curso de Mestrado em Ciências Morfológicas, no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Em 1984, tornou-se membro titular, por concurso, da Sociedade Brasileira de Urologia.
Regressando para Feira de Santana, foi nomeado Diretor da 2ª Diretoria Regional de Saúde do Estado e, lodo em seguida, Secretário Municipal de Saúde.
Foi eleito Vereador Municipal, onde apresentou vários projetos, inclusive os referentes a criação do Conselho Municipal da Educação e do Conselho Municipal da Saúde.
É portador da Comenda Dr. Gastão Guimarães e do Titulo  de Cidadão de Feira de Santana
Foi o primeiro presidente da Unimed de Feira de Santana, tendo participado ativamente na implantação da referida instituição e do  Hospital Unimed.
Presidiu a Unimed do Estado da Bahia, por dois mandatos consecutivos.
No âmbito da educação, foi professor do Ginásio Municipal Joselito Falcão de Amorim e professor, por concurso, da Universidade Estadual de Feira de Santana. Presidiu a Comissão de Operacionalização e Implantação do Colegiado do Curso de Medicina.
É Professor adjunto de Urologia da Universidade Estadual de Feira de Santana, tendo publicado, em 2004, o livro “Anatomia Humana e Aprendizagem Baseada em Problemas”.
Em 2007, lançou “Asssistência e Caridade – a história da Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana, de 1859 a 2008”, hoje em sua 2ª edição.
Coordenou a Comissão de Reestruturação do Corpo Clínico do Hospital D. Pedro de Alcântara.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
Cerqueira, João Batista de – Assistência e Caridade- A história da Santa Casa de Misdericóridia de Feira de Santana- 1859 a 2006. UEFSm 2007.
Cerqueira, João Batista de – Dr. João Batista de Cerqueira, informações pessoais.


A história da Santa Casa de Misericórdia, que teve origem em Lisboa, Portugal, e a sua importância para Feira de Santana e região foi destacada na noite de sexta-feira, 26, na Câmara Municipal, durante sessão comemorativa do sesquicentenário de fundação da instituição, responsável pela administração do Hospital Dom Pedro de Alcântara. O evento, que reuniu membros da irmandade, autoridades municipais e lideranças políticas, teve como palestrante o médico e ex-vereador João Batista Cerqueira.
“Não são muitas instituições no mundo que comemoram 150 anos”, ressaltou João Batista, que também é vice-provedor da Santa Casa de Misericórdia, uma das três instituições mais antigas de Feira de Santana – as outras são a Igreja do distrito de Maria Quitéria e a Câmara Municipal. Segundo o palestrante, a Santa Casa foi fundada em 25 de março de 1859 tendo como pilares os princípios da fraternidade e da caridade, que são os símbolos do compromisso com a solidariedade.
O crescimento da unidade hospitalar mantida pela Santa Casa mereceu destaque de João Batista. O Hospital Dom Pedro de Alcântara iniciou as atividades com apenas seis leitos, sendo três femininos e três masculinos. Ao longo dos anos, segundo ele, cerca de cinco mil dirigentes passaram pela Santa Casa, nas administrações conduzidas por 35 diferentes provedores. “Não resta dúvida que trata-se de uma instituição magnífica e grandiosa”, enfatizou.
Autor do requerimento que resultou na realização da sessão especial, o vereador Justiniano França (DEM) saudou o palestrante e convidados com um pronunciamento em que destacou “a dedicação e o amor ao próximo” que norteiam o trabalho da direção e servidores da instituição. Ele considerou o momento “muito especial”, considerando a contribuição da Santa Casa de Misericórdia para a saúde em Feira de Santana e municípios da região.
A sessão foi conduzida pelo presidente do Legislativo, vereador Antônio Carlos Passos Ataíde, que compôs a mesa ao lado do palestrante, prefeito Tarcízio Pimenta, deputado federal Sérgio Carneiro, que representou o senador João Durval, provedor da Santa Casa Outran Borges e o ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho.