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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

276- OSVALDO DEVAY DE SOUZA

276- OSVALDO  DEVAY  DE  SOUZA
SÓCRATES
*.
Nasceu  em Alagoinhas, Bahia, em 14 de janeiro de 1909,  sendo seus pais Hermenegildo José de Sousa e Amanda Devay de Souza.
Realizou os primeiros estudos em sua terra natal e realizou os preparatórios em Salvador.
Diplomou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito da Bahia, em 1931, demonstrando, desde cedo, grande pendor para a música, impressionante cultura geral e oratória.
Como estudante de Direito, foi orador e consagrado e escritor, colaborando na revista “Restauração” , destacando-se como líder dos movimentos estudantis.
Foi jornalista, colaborando em vários jornais da capital e do interior, notadamente no “Imparcial” e no “Diário de Notícias”, para os quais escreveu crônicas, artigos e poesias.
 Exerceu diversos cargos públicos, tais como Chefe de Gabinete do governador Arthur Neiva, Vice-Diretor e Diretor da Penitenciária do Estado.
Em 1937, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia, sendo por ela diplomado em Medicina, no ano de 1942. Orador da turma, proferiu belíssimo discurso intitulado “O Caçador de Esmeraldas”.
Especializou-se em Pediatria, exercendo sua atividade clínica no bairro da Calçada e em Periperi.
No serviço público foi médico da Secretaria de Saúde da Bahia e do Ministério da Previdência Social. Na Secretaria de Saúde, se dedicou à Saúde Escolar e à Saúde Pública e dirigiu o 3º Centro de Saúde . Na Previdência Social foi Superintendente do Instituto de Previdência e Assistência do Estado (IPASE) e Chefe do Serviço Médico do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários (IAPI).
Como político, foi Deputado Estadual e membro atuante do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e da União Democrática Nacional (UDN).
Foi Conselheiro do Tribunal de Contas, prestando àquela corte relevante serviço.
Escritor, publicou 16 livros sobre os mais variados assuntos os quais mereceram grande acolhida pela crítica literária da sua época.
Pessoa admirada e estimada por toda a sociedade baiana, prestou  grande assistência à população carente de Periperi e demais núcleos populacionais do subúrbio, pelo que mereceu de várias instituições científicas  referências as mais destacadas e elogiosas.
Foi um exemplo de médico caridoso, competente e dedicado,cuja lembrança serve de exemplo para muitas gerações.
Faleceu em 12 de dezembro de 1992, na cidade do Salvador.

FONTE BIBLIOGRÁFICA:
Devay de Souza Torres, Ogvalda e Cols. Osvaldo Devay, Cem Anos de Nascimento. Salvador, Ba., 2009.

APÊNDICE I
DEPOIMENTO DE DEODATO GUIMARÃES SANTOS
O HOMEM PÚBLICO
(Devay de Souza Torres, Ogvalda e Cols. Osvaldo Devay, Cem Anos de Nascimento. Salvador, Ba., 2009.)
ARISTÓTELES

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Como  homem público, Osvaldo marcou brilhantemente suas atuações nas áreas administrativas, assistenciais e na Assembléia Legislativa, onde foi um dos deputados mais aplaudidos, conforme testemunho de um seu par, amigo e admirador.
Ocupou importantes cargos nas áreas de Saúde e Previdência. Exerceu as funções de Chefe de Gabinete do Governo Arthur Neiva. Encerrou sua carreira, no Serviço Público, como Conselheiro do Tribunal de Contas.
Requisitado palestrante e conferencista, transmitia sua palavra nos mais diferentes círculos, nos múltiplos segmentos da sociedade. Para cada público tinha mensagem adequada e oportuna.
Na obra deixada por Osvaldo, deparamos com temas polêmicos, relevantes, significativos e amenos. Nada escapou à sua arguta observação. Felizmente, tivemos o privilégio de ouvi-lo para depois confirmar e comprovar sua coerência, seu senso ímpar de analisar determinados fenômenos sociais. As autoridades e os estudiosos deveriam se aprofundar nos escritos de Osvaldo. A bem da verdade, louvável foi a ação da Câmara Municipal de Salvador, devo registrar.
Nos anos oitenta, a Câmara Municipal dava atenção a assustadora escalada da violência, razão pela qual, reconhecendo o trabalho de Osvaldo, que, segundo termos do Ofício a ele dirigido, trechos de sua obra foram lidos em plenário, solicitou aquela casa a presença de Osvaldo para pronunciar um conferência sobre o tema.
Compareceu Osvaldo. Sua muito oportuna e incisava conferência está no Livro Treseno, publicado com o teor do Ofício assinado pelo então presidente da câmara, Afonso Barbuda.  Com a autoridade outorgada pelos seus títulos de advogado, médico e, principalmente, como ex Diretor da Penitenciária do Estado, Osvaldo discorreu sobre tão relevante assunto, pela sua experiência e convivência com a vida penitenciária.
Com essa mesma autoridade, Osvaldo, ensaísta, trata da injustiça das leis, em vibrante página no jornal “O Imparcial”. Escreveu: “Não pode a lei por mais dura e ímpia, deixar de acompanhar o melhor sentir e o melhor saber coletivo. Há leis que assassinam o direito, assassinas da verdade e da realidade humana. Pedem razão, dignidade, justiça, e decoro. Pedem direito e pedem mesmo lei, as leis sem lei”.

APÊNDICE II
DEPOIMENTO DE ARAMIS RIBEIRO COSTA
“O BOM MÉDICO”
(Devay de Souza Torres, Ogvalda e Cols. Osvaldo Devay, Cem Anos de Nascimento. Salvador, Ba., 2009.)
THALES DE MILETO
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“Não convivi muito com o doutor Osvaldo Devay de Souza. O pouco convívio, entretanto, foi suficiente para me deixar dele um impressão ao mesmo tempo boa e duradoura. Há pessoas transparentes nas expressões e nas atitudes, das quais não se precisa um longo ou íntimo convívio para conhecê-las. Pessoas que transbordam sinceridade, bondade, vontade de servir ao próximo. Igualmente há pessoas que não precisam de longo convívio para marcar as suas presenças nas vidas Dessa forma era o doutor Devay, como o chamávamos.
Lembro-me dele sempre sorridente, sempre educado, sempre prestativo. Eu diria que a imagem física idealizada de um médico bom, naquele sentido humanitário e sacerdotal com o  qual se procura, ainda hoje, idealizar os médicos, e que não raro se encontrava, no passado, nos solicitadíssimos médicos de família, mais ainda naqueles dos bairros de classe média ou das cidades do interior. Eram profissionais que habitualmente excediam os deveres da profissão, colocando-se à disposição dos clientes, dos amigos, dos parentes, dos vizinhos, enfim, de quem os procurasse, a qualquer hora do dia ou da noite. Médicos de quem se podia esperar mais do que um exame, uma receita, uma orientação terapêutica, portadores que invariavelmente também se tornavam de uma palavra de conforto ou de ânimo, um gesto de solidariedade, um conselho amigo. Assim, exatamente assim, era o doutor Osvaldo Devay de Souza".

APÊNDICE III
DEPOIMENTO DE DEODATO GUIMARÃES SANTOS (II)
“O ATENEU MUSICAL”
(Devay de Souza Torres, Ogvalda e Cols. Osvaldo Devay, Cem Anos de Nascimento. Salvador, Ba., 2009.)
PLATÃO

O grupo orquestral, como me foi possível logo constatar, se constituía de uma verdadeira família. Amigos irmãos, que estendiam a convivência semanal ao âmbito de seus lavres. Do grupo participavam também as irmãs Ogvalda e Olgany, médicas, pianistas e violinistas, filhas do Dr. Devay de Souza.
Certa tarde de domingo de janeiro de 1976, o grupo foi convidado para uma reunião na residência do Dr. Osvaldo Devay de Souza, na Travessa Padre Cajueiro de Campos, Bairro do Bonfim, onde, com regular freqüência, eram promovidas agradáveis reuniões musicais.
Dirigi-me para o endereço que me foi fornecido. À entrada da casa, de dois pavimentos, emoldurada por frondosa vegetação, tive minha atenção voltada para um magnífico mural, retratando Anchieta. Estava ansioso por ter a oportunidade de participar da primeira reunião social do grupo. Tive a acolhida  inesquecivelmente amistosa. Recebeu-me o próprio Dr. Devay, à porta de sua residência. Admirei sua jovialidade, bem assentada com sua roupa branca, seu olhar bondoso e penetrante, seu cativante sorriso, seus alvos cabelos particularmente condizentes com sua cabeça bethoviana e seu elegante porte.
Neste breve depoimento sobre a extraordinária personalidade que foi Osvaldo Devay de Souza, exalto, em primeiro lugar, o que mais tarde, durante nossa longa convivência, se tornou minha habitual saudação ao amigo.
--Como vai essa juventude?
Osvaldo irradiava uma contagiante juventude. Seu sempre sorriso franco e acolhedor quando ouvia, se ampliava para falar com sua voz melodiosa, emtremeada de oportuna e apropriada dose de humor.
Fazia parte do grupo um excepcional flautista, que, apesar de sua avançada idade tomava parte em todas as reuniões musicais, serestas, passando muitas vezes a noite toda tocando sua flauta.
Ogvalda e seu esposo Paulo Torres, também médico, tinham uma pitoresca casa de praia em Itacimirim, onde, convidados pelo casal, fomos, Nelita, minha mulher, e eu, passar um prazeroso domingo.
Osvaldo lá se encontrava, a todos encantando com sua erudição, seu habitual humor e suas criteriosas observações sobre os mais variados assuntos.
Essas reuniões que se repetiam por muitas e muitas vezes, eram sempre obrigatoriamente musicais, com violino, acordeon, teclado, violão, bandolim, canto, com felizes desdobramentos.
Após seu falecimento, seus familiares e um grupo de amigos decidiram fundar uma instituição de cunho cultural-musical homenageando aquele que foi um disseminador da arte, da poesia, da cultura, do conhecimento e da sabedoria. Em 17 de junho de 1995 foi inaugurado, no bairro do Garcia, o Ateneu Musical Osvaldo Devay de Souza".

APÊNDICE IV
ACRÓSTICO
(Devay de Souza Torres, Ogvalda e Cols. Osvaldo Devay, Cem Anos de Nascimento. Salvador, Ba., 2009.)
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OSVALDO DEVAY, O “OSVALDO DEVER”
José Américo da Silva Fontes

O idealista foi e se foi, qual uma brisa que vai:
Suavíssima, espraiando ternura, eternamente,
Vitórias, também, esplêndida odisséia existencial!
Alma-exemplo de fiel amigo, avô, esposo e pai.
Lá, bem pertinho da Luz, no mundo celestial,
Devay semeia, como sempre o fez, certamente,
O seu lindo sorriso de amor, junto ao Criador.

APÊNDICE IV
DEPOIMENTO DE SUA FILHA, OGVALDA DAVAY TORRES
(Imagem disponível em http://media.photobucket.com/image/UM%20SABIO/miguelangelobrito/hands.jpg)
*
VIDA E OBRA DE
OSVALDO DEVAY DE SOUSA

                    Santíssimo Pai celeste.
                     Eleva-nos a ti.
                     Esplenda e vivifique a tua Graça. Céu e Terra.
                    Dá-nos, perene, o pão espiritual da vida.
                    Perdoa-nos, e dá que perdoemos sempre.
                    Protege-nos. Livra-nos da tentação.
                    Isenta-nos do mal.
                   
Com essas palavras oração, da primeira página do primeiro livro publicado por Osvaldo Devay de Sousa, intitulado “Jesus para os Jovens, inicio meu pronunciamento neste sodalício, o Instituto Bahiano de História da Medicina e Ciências Afins.
         
 OSVALDO DEVAY DE SOUSA nasceu em 14 de Janeiro de 1909, na cidade de Alagoinhas, na Bahia, filho de Hermenegildo José de Sousa (Casusinha), musicista, maestro, conhecido como “piston de veludo”, e de Amanda Devay de Sousa.  Primogênito de cinco filhos.
Sua avó paterna, Rosa, era índia, e no livro Castro Alves e outras Epígrafes, editado por Osvaldo Devay, está registrado, à pagina 353, “Vago escutei, algures, que ela fora índia, pegada a corda”. Casou-se com Arquimedes José de Sousa, entusiasta da música, proprietário de uma cadeia de carroças, puxadas a alimária, com    terreno   a  mplo para guardá-las. Era, enfim, o meio de transporte no local, na época.
Seu avô materno Pedro Napoleon Devay, era francês de Marseille, tesoureiro e pagador de toda a rede ferroviária, casado com a baiana, Amanda Dórea Devay.
Foi seu padrinho de batismo, o Padre Alfredo de Araújo, sacerdote em Catú.
Foram seus irmãos, Nelson, Edgar, Amandita e Edla.
Osvaldo viveu sua infância em Alagoinhas, à Rua 13 de Maio, e em municípios vizinhos, pelo fato de seu Pai, competente Maestro, atender a convites para reger as filarmônicas. De início, em Catú, depois em Pojuca, em Serrinha (município onde Osvaldo contraiu sarampo), com o Pai responsável pelas Filarmônicas 15 de Junho e a 30 de Junho, em Santo Amaro da Purificação, onde regeu a Lira dos Artistas, em Juazeiro e Valença.
Em Alagoinhas o Pai regia a Euterpe, com sede na rua principal do comércio, ocupando todo o primeiro andar do prédio, cujo fundo se abria para a praça principal. A residência da Familia Devay era próxima, o que permitia ouvir os ensaios. Localizada perto do cinema, que projetava os filmes ainda mudos, sem orquestra, existindo, contudo, como fonte sonora, a pianola.
Alagoinhas é um município localizado no leste da Bahia. Sua área é de 734 km² e sua população era, por recenseamento de julho de 1950, de 21.283 habitantes, segundo o IBGE publicou no Livro dos Municípios, editado em 2 de julho de 1958. Nessa mesma fonte, colhe-se que o nome do município decorre da existência, na região, de um grande número de lagoas pequenas e que um sacerdote, no fim do século XVIII ali fundou uma capela e estabeleceu-se,  criando a fazenda “Ladeira”, tendo o arraial se desenvolvido em torno do templo. O padre substituto do fundador, José Rodrigues Pontes, conseguiu criar a freguesia de Santo Antonio de Alagoinhas por alvará de 7 de novembro de 1816, para o qual se transferiram moradores de Inhambupe, Irará e Santo Amaro, além de imigrantes portugueses, franceses e italianos. Em 16 de junho de 1852 foi vitorioso o movimento de emancipação do povoado, que se desligou do município de Inhampube, criando-se, por Resolução provincial n.º 442, o município de Alagoinhas, instalado em 2 de julho de 1853.
A inauguração da Estrada de Ferro Bahia-São Francisco em 13 de fevereiro de 1863, ensejou o progresso rápido da região onde ficava a estação da estrada de Ferro, em decorrência do que a Resolução provincial n,º 1.013, de 16 de abril de 1868 tornou Cidade de Alagoinhas, a região da Estação de São Francisco, em 7 de junho de 1880.
Em 1929 a iluminação a querosene da cidade de Alagoinhas passou a ser elétrica, fornecida pela Usina Elétrica Municipal Saturnino Ribeiro, e em 1930 foi inaugurado o serviço telefônico da Companhia de Energia Elétrica da Bahia. Era tradicional a Feira de Alagoinhas, município primeiro produtor de laranja.
Osvaldo foi alfabetizado por sua Mãe, tratada carinhosamente por Iayá.  Frequentou a escola da Profa. Suzana, bem distante de sua residência. No percurso que fazia era necessário atravessar o leito da estrada de ferro, sendo conduzido por um doméstico,que transportava a cadeira onde o estudante sentava. No livro A CRIANÇA E O RESTO, o 3º editado por ele, há o registro de ter sido, logo, promovido para leitura do Primeiro Livro de Felisberto Carvalho, estudado na Gramática de João Ribeiro e, posteriormente, a de Gustavo dos Santos e a de Carneiro Ribeiro, “com os seus férteis Serões Gramaticais”, e na Aritmética de Trajano, a elementar e a progressiva. A escola funcionava em dois turnos, matutino e vespertino, e o aluno levava sua merenda que podia comer na escola no intervalo dos turnos de aula, caso não tornasse para o almoço de casa, o que lhe acontecia. Não havia aula aos sábados, dia da Feira, que se instalava na praça do comércio e se estendia para as imediações, havendo, na Praça da Intendência, a “feira dos animais”, além de o grande “mercado”, principalmente para a carne e a farinha.
Sua infância decorreu na época da primeira grande guerra (1914-1918),  quando, aos nove anos de idade, foi-lhe dada a responsabilidade de prover a casa das pequenas compras, indo à feira, açougue e padaria.
Não havia ginásios no interior do Estado, e o curso pré-universitário, na época, se fazia com duração de cinco anos, no Ginásio, podendo durar seis para a concessão do grau de Bacharel em Ciências e Letras. Havia o exame final de cada matéria do curso, para o ingresso na Universidade. Eram oferecidos, entre outros, Medicina, por seis anos, Engenharia por cinco, Farmácia e Odontologia durante três anos. As disciplinas eram português, francês, inglês ou alemão, latim, historia do Brasil, historia universal, física e química, história natural, aritmética, álgebra e geometria.
Devay, já em Salvador, habilitou-se, em primeira etapa, nas disciplinas português, francês, geografia e aritmética. No livro Umbria Crepuscular, informa: “o meu avô materno que fôra, no Rio, acadêmico de engenharia, e interrompeu o curso para casar com a sua Amanda, aconselhou-me a estudar bem a algebra e a geometria, com orientação de professor qualificado. Eu passaria, durante o curso, a residir do casa do meu avô”.
Nesta Capital  a família instalou-se na Calçada do Bonfim, de onde, em época de veraneio, transferia-se para a praia de Itacaranha, subúrbio ferroviário. O  avô materno, Napoleon, e seu irmão Antonio Augusto Doria Devay, o tio avô, residiam  na cidade baixa.  
Continua, Devay: “Mas eu deveria iniciar a trabalhar. Minha avó materna financiou matrícula e mensalidade em curso de datilografia; “diplomado” que fui, conseguiu meu avô, Tesoureiro da companhia francesa arrendatária da rede ferroviaria, situar-me nesta, como datilógrafo. ... Retornei à casa de meus pais, em Joazeiro, onde conseguiu meu pai por-me datilógrafo à Estrada de Ferro Petrolina a Terezina, em construção, desta vez na secção de Tráfego”. Lá permaneceu Devay até a paralisação das obras, quando os funcionários foram despedidos. Já em tempo de inscrição para finais de História do Brasil e História Universal, retornou a Salvador, trabalhando na 3ª Delegacia de Circunscrição Policial. Prestou concurso, indo servir na Penitenciária como Datilógrafo, condição que lhe possibilitou concluir os exames das demais disciplinas e aos 18 anos ingressar no curso de Direito.      
Osvaldo perdeu o Pai em 1º de Março de 1932, por diagnóstico retrospectivo, talvez de febre tifóide. Foi escrito por A. de Andrade Silva e publicado em Um Livro, Ainda, nas tres últimas páginas, de referência a José Hermenegildo de Sousa:
Alguns dos seus trabalhos, já publicados e que tiveram ótima aceitação em outros Estados, atestam-lhe a competência e a riqueza da inspiração. “Umbria Crepuscular”, “Paisagem da Saudade”, “Jurando Amor”, “Recordar é Viver”, são valsas de fina, inconsutil tessitura em que há o fremente escachôo de caudais e a mansietude e o langor caricioso de ninhos [...]
Das últimas composiões, tem consagrado relevo o dobrado “Vinte e Quatro de Outubro”, executado na Radio Sociedade da Bahia, no dia 19 do mês passado, quando foi do último concerto ali realizado, por iniciativa do autor, pela filarmônica “Lyra dos Artistas”, de Santo Amaro, que ele regia e que transformou, em poucos meses, numa das melhores bandas de música do interior do Estado
 Sete dias depois dessa audição na Rádio, precisamente no dia 26 de Fevereiro, adoeceu o maestro, agravando-se-lhe o estado em 29. Tudo foi feito para lhe manter a vida, na desgraçada inutilidade em que se reconhece a ciência na presença da morte, e na madrugada de 1º deste mês de Março, nos últimos arquejos, abraçado pela esposa e pelos filhos, todos desvairados de dor e que o chamavam à vida, em gritos lancinantes, em que disposição de consciência estaria êle?[...]
Devay casou-se em 9 de Maio de 1936 com a Srta. Cirurgiã Dentista, Olga Cajado Leal, que passou a chamar-se Olga Leal Devay de Sousa, hoje com 99 anos de idade.
Logo após o casamento residiu em Salvador, na cidade baixa, mudando-se, passado algum tempo, para Periperi, bairro em que permaneceu por mais de 25 anos, voltando a morar no Bonfim.
São três os filhos do casal, Ogvalda, Olivaldo e Olgany. Olgany é colega médica e foi minha aluna de Parasitologia na Universidade Federal da Bahia.
São cinco os netos; as minhas filhas Olgacy, psicóloga, Ônira, médica, e minha ex-aluna no Instituto de Ciências da Saúde, e Oniracy, administradora de empresas. Os filhos de Olgany, Edni, graduado em música, e Eni, médica. 
São quatro os bisnetos: Rafael, filho de Olgacy, com 14 anos; André, filho de Ônira, com 9 anos, e Petra e Luca, filhos de Oniracy, com 7 anos e 2 anos incompletos, respectivamente.
São seus genros, e mesmo que filhos, Paulo Barreto Tôrres, médico, meu esposo, e Edésio Freitas, contador.
       
     

           O JORNALISTA
Bacharelando em Direito compunha o corpo redacional do Jornal “O Imparcial”.
 Foi Redator-Chefe do Jornal Revista Policial Sete Dias e colaborador dos jornais Diário de Notícias e A Tarde.
Escrevia para os Jornais A Luva, A Verdade, ETC., e outros que não conseguí registrar. Colaborava, também, para revistas.
               O ADVOGADO
     
Aprovado em exames preparatórios, ingressou no curso de Direito em 1927, aos 18 anos de idade.

Foi aluno brilhante e atuante. Na altura do terceiro ano, com o objetivo de incentivar o culto pelas letras jurídicas e filosóficas, instalou-se um centro de irradiação intelectual, “Centro de Cultura Tobias Barreto”, a que pertenceu. Foi designado seu orador, e sempre saudou autoridades e delegações. Criou-se a Revista “Restauração”, da qual foi assíduo colaborador.

Como acadêmico da Faculdade de Direito da Bahia, muito se ligou à sua direção, especialmente ao Diretor Bernardino de Souza, construtor da Casa da Bahia, um templo de cultura; da Lapinha, abrigo das figuras dos caboclos que desfilam nas paradas do “2 de Julho”, e que se propunha a construir o prédio para alojar a Faculdade de Direito.

Nesse tempo, caravanas percorriam os municípios da Bahia, oferecendo espetáculo lítero musical e solicitando doações para a concretização da construção do imóvel. Nos capítulos Em Conquista Agradecendo e Despedindo, e De Jovem, para Jovens, do Livro Undécimo, está publicada a fala do acadêmico Devay em festividade da Bandeira Bernardino de Souza, a última na cidade de Areia. Graduou-se em 7 de setembro de 1931, aos 22 anos. Foram 27 os novos advogados.

Tem publicado em O Livro Undécimo o pronunciamento que dirigiu aos colegas de Direito, sob o título “Penitenciária – Mansão das Sombras”, uma belíssima página literária. Também neste volume estão as Falas Coloquiais, dirigidas aos sentenciados, determinada por lei, durante sessão solene do Conselho para a liberação, o indulto, a comutação ou, principalmente, o “livramento condicional”.

Está ainda no Livro Undécimo, registro jornalístico da visita dos estudantes de Direito à Penitenciária do Estado, por ocasião do encerramento do I Congresso Jurídico Universitário, tendo o diretor, Osvaldo Devay de Sousa, dirigindo-lhes oração eloqüente “sobre os novos ramos da criminologia, analisando, com invejável cópia de conhecimento na matéria, os defeitos das velhas classificações de criminosos à luz dos ensinamentos contemporâneos da biotipologia”. 
                       
Serviu, no governo Neiva, como Oficial de Gabinete do Sr. Dr. Interventor Federal.
Foi advogado, militando nas áreas do Direito Penal e Penitenciário.
Foi Vice-diretor e Diretor da Penitenciária do Estado, em Salvador, a única na época.

                   
                    O MÉDICO
               
Ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia em 1937. Já com uma graduação e com talento para oratória logo descoberto por seus colegas, teve várias responsabilidades de representá-los como orador.

Foi o representante dos alunos do quinto ano médico para receber o Estetoscópio, na Festa do Estetoscópio da Faculdade de Medicina da Bahia, e o seu belo e elaborado discurso está publicado em O Livro Undécimo. Também representou os estudantes de Medicina, cumprimentando do Dr. Gustavo Capanema, Ministro de Educação, por ocasião de sua visita à Bahia para lançamento da pedra fundamental de construção do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Bahia. O seu discurso, Cumprimentando o Sr. Ministro, também está publicado em O Livro Undécimo.

Foi escolhido o orador da turma de graduação. Seu discurso, “O CAÇADOR DE ESMERALDAS” está publicado na pág. 203 a 212 de O Livro Undécimo, com o título ORAÇÃO DE DOUTORANDO  COLAÇÃO DE GRAU  FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA 1942. Foram Professores Homenageados os doutores Eduardo Diniz, João Andréa, José Olímpio, Estácio de Lima, Adriano Pondé, Lafayete Coutinho, Cesário de Andrade e Almir Oliveira. Ao Paraninfo, Prof. Edgar Santos, o doutorando Devay assim se pronunciou: “querido padrinho de nossas boas e belas esperanças: Num batismo ou numa iniciação, há, sempre, um pai aposto... e termina: “E pela nossa estima, como também por nossa justiça, nós o quisemos padrinho, nós o escolhemos patrono, nós o adotamos pai. Quisemo-lo pelo muito que é, ante nós, e ante a Faculdade, a uns, e à outra servindo igual. E não nos contentamos de escolher senão o ótimo, mas o de maior dedicação e mais trabalho. “E assim – Amigo Mestre –nós lhe beijamos as mãos padrinhas”.
Médico suburbano, de Periperi, o único residente em todo o subúrbio, por muitos anos, exerceu medicina polivalente, sem direito à sua especialidade, a Pediatra; foi o pronto atendimento, nos momentos em que não havia meio de transporte para o centro da cidade, pois o trem, então o único disponível, circulava só até às 21 horas.

Atendia como Pediatra em consultório particular, no bairro da Calçada, granjeando muitos amigos no exercício da profissão e batizando inúmeras crianças.

Foi Médico Escolar e do Juizado de Menores de Salvador. Foi Diretor de Unidade Sanitária do Estado da Bahia (4º Centro de Saúde).  Foi Pediatra do Instituto de Pensão e Aposentadoria dos Servidores do Estado (IPASE), e seu Superintendente.

 Estudioso da Psicologia Clínica, dedicou interesse destacado pela Clínica do Adolescente.


               POLÍTICO

Foi Deputado Estadual pelo Partido Trabalhista Brasileiro, tendo sido seu líder na Câmara. Suplente de deputado estadual Constituinte pelo Partido Trabalhista Brasileiro ‑ PTB, na legislatura de 1947-1951, assumiu o mandato de 04/06/1947 a 09/07/1947.

Candidatou-se a Deputado Estadual pela União Democrática Nacional.
              


           O COMPANHEIRO LEÃO

Foi associado e fundador do Lions Clube de Salvador-Itapagipe, iniciado em 11 de novembro de 1966. Este Clube mantinha o Clube de Leonitos, integrado por crianças que aprendiam, bem cedo, a servir desinteressadamente, além de desenvolverem a capacidade de liderança. Fui beneficiária deste bom aprendizado, o que me possibilitou, posteriormente, ter sido Domadora Guia do Clube de Leonitos, do Lions do subúrbio de Periperi, experiência bastante enriquecedora.

Devay foi o segundo Presidente do Lions Clube de Salvador-Itapagipe, empossado em Reunião de Assembleia festiva realizada em 7 de julho de 1968. Lembro-me bem de uma das campanhas desenvolvidas em sua gestão, de educação sanitária para os residentes na cidade baixa, voltada, sobretudo para a Filariose de Bancroft, e a justa homenagem ao mérito do grande sanitarista santoamarense, Prof. Dr José Silveira.

Também tenho bem vivo, na lembrança, o enriquecimento do Lions Clube com a introdução do novo membro Dr. Geraldo Leite, apadrinhado por meu Pai.

Em 29 de março de 1975 foi fundado o Lions Clube de Salvador-Periperi, afilhado do Lions Clube de Salvador-Itapagipe.

Em Novembro de 1986, em Assembleia Comemorativa dos 20 anos do Lions Clube de Salvador-Itapagipe, recebeu o Prêmio Bodas de Porcelana pelos inestimáveis e reconhecidos serviços prestados ao Lions, desde a sua fundação.


                O POETA

Devay não se considerou poeta, mas compôs alguns poemas de rara beleza, uns poucos para a Revista A LUVA. No Livro Trezeno estão seus poemas A Estátua, Lamento De Um Inconsentido, Vida Vórtice, O Teu Jasmim, A Harmonia dos Contrastes, Sob Luar, O Julgamento de Frenes, Símbolos, A Sensitiva, A Volúpia da Chuva, A Saudade num Pesadelo, Floresta e Mar, Crepúsculos, Apenas Sonho, Teu Retrato, O Pranto do Poeta, Dançando com Lágrimas nos Olhos, Monotonia, Lacoonte, Amor Supremo.
                
                       HOMENAGENS


Durante o II Congresso Médico Social da Bahia, realizado de 21 a 25 de setembro de 1983 no Centro de Convenções da Bahia, recebeu certificado de Homenagem Especial por Mérito no Exercício da Medicina.

           
Por intermédio da Lei n.º 2.410 de 31 de agosto de 1972, publicada à página 15 do Diário Oficial do Estado da Bahia, edição de 07.09.1972, a Prefeitura Municipal de Salvador denomina Rua Osvaldo Devay a que tendo início à margem direita da Avenida Suburbana, ao lado direito da Igreja de Periperi, cortando perpendicularmente a Eugênio Birne e a Praça da Revolução, seguindo até o limite da rua do Gravatá.

Tem a seguinte justificativa, assinada pelo Deputado Armando Ulm, também suburbano de Periperi:

             Osvaldo Devay de Sousa, em Periperi, mais do que um homem, é um mito. Ao lado dos velhos batalhadores em prol do desenvolvimento do subúrbio de Periperi, construiu ali o seu mundo, o de sempre servir à vida e nela sempre crer, acima de tudo. Médico e advogado, tais títulos, honrosa e arduamente conquistados, jamais o afastaram de seu povo, que aprendeu, desde cedo, a amar e conhecer. Justificar, agora, as razões deste projeto de lei seria, talvez, tarefa bem mais difícil do que se pode supor. Afinal, quem somos nós para julgar os méritos de nossos semelhantes? Diria, apenas, que, à semelhança do homenageado, se encontram todos aqueles que crêem firmemente em Deus: porque houve dia em que, abaixo de Deus, Osvaldo Devay foi a própria salvação do povo suburbano. Emprestar o seu honrado nome a uma rua de Periperi será o mínimo de retribuição e reconhecimento que o povo lhe poderá oferecer.
Sala das Sessões, julho de 1972
                                                                                                         ARMANDO ULM”
             
Pronunciou-se, nessa sessão, favorável, com veemência, o Vereador Arquimedes Pedreira Franco, aqui presente.

Foi associado e fundador da Associação Cultural Brasil-Japão do Estado da Bahia, relatando o seu primeiro Estatuto. A Ata de fundação da ACBJ/BA está datada de 15 de outubro de 1986. Foi Membro do Conselho Regional de Medicina (CREMEB) de 1968 a 1978.
Mereceu o título de membro Honorário da Ordem dos Auditores Independentes do Brasil - OAIB, Brasília - DF, 1978.

             ATENEU MUSICAL OSVALDO DEVAY DE SOUSA

É uma sociedade civil, sem fins lucrativos, com sede à Travessa Padre Cajueiro de Campos, n.º 201, 1º andar, no Bonfim, também chamada Rua Biguá, na cidade de Salvador – Estado da Bahia, fundada em 17 de junho de 1995.
Foi Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia.
Por ocasião do centenário de seu nascimento foi editado um modesto livro, com capítulos de familiares e amigos, OSVALDO DEVAY DE SOUSA, 100 ANOS DE NASCIMENTO, que foi lançado no 98º aniversario natalício de sua viúva, Dra. Olga Leal Devay de Sousa, dia 8 de maio de 2009, no Salão de Festas do Edifício Solar João Góes. Autografaram os exemplares os bisnetos Rafael, André e Petra, e a mãe gestante do já nascido bisneto Luca, acompanhou o trabalho das crianças.


       LIVROS PUBLICADOS         

  -  JESUS PARA OS JOVENS
 Prefaciado pelo Acadêmico Prof. Germano Machado, onde se lê:
 A intenção do autor, que, de modo interessante, nas poucas páginas, frisa os aspectos da infância, adolescência, da juventude de Jesus, é admirável. Faz questão mesmo de escrever que essas páginas se dedicam aos jovens”.
E o autor, bem no início comunica:
 As despretensiosas frases que se seguem destinam-se à leitura dos jovens, e não têm compromisso de doutrina, não podendo, sem embargo fugir a inevitável compromisso de coração e de espírito quando se trata da figura impar de Jesus Cristo”.

2   JUVENTUDE E VIDA
O autor escreve na contracapa:
Dedicado aos Anjos da Revolta, a mocidade que sofre, protesta, luta e desespera encontro regado.
Capa do médico neurologista e seu afilhado, Dr. Alfredo Rizzo Filho. Prefácio do seu colega de IPASE, o dermatologista Dr. Umberto Paixão.

3  A CRIANÇA E O RESTO
Impresso em 1968, foi prefaciado pelo Prof. Dr. João Mendonça que, no primeiro parágrafo escreveu: “... é um livro maduro e sedimentado, reflexo de uma longa e larga experiência sedimentada e madura: vivência e convivência; ciência e consciência; coração e razão são algumas dimensões, entre muitas, do autor, motivos e móveis do seu trabalho”.
É o autor, no primeiro capítulo de A CRIANÇA E O RESTO, quinto parágrafo, que diz: “Não é o presente livro pretensiosamente pedagógico nem preciosamente científico. Não é tampouco de ficção nem de subjetivismo dominante. Está escrito, como comporta, com realismo e imaginação: sem predomínio do real imaginado, mas consentida e utilizada a imaginação a serviço real.
 ...Longe de polêmico traz só mensagem de afeto e de carinho pela criança, e por seu mundo, que é, afinal, o Mundo”.

 4  GIRÂNDOLAS
Editado em 1969, prefaciado pelo Dr. Alfredo Rizzo Filho, que, no 8º parágrafo escreve: “Este é um livro que trata da vida. E a juventude, nas suas pulsões e desejos, indócil, revoltada e discricionária recebe do autor carinho especial. Sua preocupação e interesse pela assistência psicológica aos homens retrata-se em vários trechos, ressumando das páginas interminável vontade de dar e dar-se. É o amor-dádiva, de alguém despido de falsas vaidades e traduzido em sua frase habitual: De que preciso eu? De quase nada...”.”
E o autor, adiante, no 6º parágrafo da apresentação que faz do livro, escreve:Vale experimentar, na alma, a festa venturosa de escrever. Vale essa busca de encontro. Vale que grite o autor, girândolas, as suas vacilações, incertezas, buscas, desencantos, e esperanças em meio a tudo; esperanças apaziguadas, desarestadas do arremesso da primavera distante, quebradas da força do ímpeto ultrapassado, já, na hora tranqüila do crepúsculo que apaga o dia”.

 5  CALEIDOSCÓPIO
Editado em 1969. Sem orelha e com prefacio de próprio autor, onde anuncia:
“O livro é bem o título. Estão nele encontros, vivências, registros. Está a vida em algumas das suas infinitas formulações e problemáticas, nas suas irresistíveis provocações impositivas de aceitação e resposta”.
 Está dividido em 13 Partes, como o autor classifica, a primeira das quais contem cartas, correspondências íntimas, passa por temas variados as sete partes seguintes, e me embevece a leitura da nona parte, em que transcreve a “conversa escrita e conversada com os colegas de turma, Médicos de 1942 pela Faculdade de Medicina da Bahia, que comemoraram, com Lourival Batista, em Aracajú, as suas bodas de prata de colação de grau”. E, no texto, evoca a lembrança “da presença que nos honra, apraz e dignifica, de Adriano Pondé, àquela noite solentissima da nossa colação de grau,” E continua: “...esse respeitado, estimado e admirado Adriano Pondé, um dos mais destacados paraninfos nossos, sábio como Mestre, e magnânimo de bondade, e de assistência amiga”. Bem mais adiante, já no oitavo parágrafo: “Ingressávamos estudantes quando como que novo espírito dinamizava a Faculdade de Medicina da Bahia, entregue à madura e sábia direção de Edgar Rego dos Santos. Nascia a Universidade. Criava-se o espírito universitário”. Registrando a saudade de cada colega já falecido, depois do que escreve: “Foi-nos, também, arrebatado, por impiedosa mão da morte, outro muito nosso, imortal do nosso afeto, figura de pai-irmão, Edgar Rego dos Santos. Edgar Santos foi um feiticeiro feliz, um mago benfazejo, de inspiração vitoriosa. Sonhou, no sentido útil, e construtivo, e vencedor, de antecipar criação. Revolucionou a Bahia, enriquecendo-a, e lhe revitalizando a cultura. Teve carinhos de pai para com a enfermagem de alto nível. Deu vida à arte teatral e, respeitando as tradições de cultura da Bahia, conseguiu dar-lhe padrão de entestar com os mais cultos ambientes musicais. Ele criou, vitorioso, imorrível, o vivo espírito universitário, calor de criação e renovação, atmosfera de pesquisa que, como herança lídima, legítima, ora se encontra a comando do ilustre filho que não mente o augusto pai – o Magnífico Reitor Roberto Santos”. E, ainda, não posso deixar de transcrever como define ele:  “Medicina é considerar a origem, a estrutura, a forma, o destino, a ação e o pensamento; razão e alma; o ético e o social; o moral e o espiritual; o estético, a situação no tempo e a situação no espaço, o ser em si, e o ser com os outros. Medicina é servir, caçando a esmeralda da saúde e da perfeição do homem, de corpo e espírito, e ser Médico é ser bandeirante desta busca”.
6  OS FILHOS
Editado em 1970. Na capa o autor fez questão de colocar as fotos de suas três netinhas já nascidas, minhas filhas Olgacy, Ônira e Oniracy. Também prefaciado por João Mendonça, que, em um dos parágrafos, escreve: “É livro que instrui, porque informa como curar e evitar o sofrimento dos filhos. É também, livro que educa, pois que ajuda a formar condutas sadias, ao tempo em que melhor podem ser aprendidos. Por igual é livro que eleva, no auxiliar a tomar posição, a criar bons hábitos e ideais prestantes”.
Este livro foi o primeiro concluído pelo autor, e teria sido editado pela Progresso Editora, no entanto, o promotor da edição, Sr. Armando Souza, faleceu antes de encaminhá-lo à gráfica. Foi lançado na Livraria Civilização Brasileira, ao tempo em que também havia falecido 69 capítulos, os dois últimos contendo a Declaração dos Direitos da Criança, e a Promessa e Lei do Escoteiro. prefaciador. A ele, o autor dedicou a Página da Saudade. São

7  UM LIVRO PARA OS PAIS
Editado em 1970, é apresentado na orelha pelo próprio autor, cujo último parágrafo assim está: “É para os pais um livro que avisa. Leva mensagem. Grita alerta”. Contém XIV capítulos, numerados em romano, que contêm, cada um, vários temas desenvolvidos e dirigidos aos Pais. A capa é de autoria da Enfermeira Dra. Nadir Gomes Franco Lima.
                                          
8  UM LIVRO DA FAMÍLIA
Edição de 1971 tem a capa desenhada por Álvaro Gomes Barbosa. É apresentado pelo autor, na orelha e na contracapa: ... Não atraiçoa o tema quando, suposto derivativo, fala da mulher e do amor - essenciais constitutivos da família - ou fala de Deus, dos jovens, da criança e da terra. ...Destina-se à família. ...”Visa os pais e os filhos, aos quais apela se harmonizem e irmanem”. Estão nele inseridos o relato da viagem de Companheiros Leões, Domadora e Leonitos do Distrito L2, por ônibus, para a Convenção Nacional no Rio Grande do Sul, e as palestras realizadas pelo autor, em encontro com os jovens, no Flamenguinho Esporte Clube de Periperi, no Colégio Alípio Franco, e na Faculdade de Filosofia da UFBA, com os estudantes de Filosofia. Publica, nas últimas páginas, palestra proferida na Assessoria Técnica de Educação e Cultura para os Pais de Excepcionais

9  UM LIVRO DA VIDA
Edição de 1972. Apresentado pelo autor na orelha e na página 5: “... Este é livro que afirma a vida, com, às vezes, dramático, desesperado, patético apelo interior em favor da vida. É livro, pois, da vida, cuja imortalidade afirma... O livro e o autor têm fé na vida!”  e “Livro muito mais de vivência que de notícia e comentário, nisso exato justifica a propriedade do batismo que leva. Um Livro da Vida, não se ausenta dele, numa passagem sequer, a vida de quem o escreve e vive”.
Em seu primeiro capítulo, O CAPÍTULO DA SAUDADE, fala dos idos que não são ausência, seu irmão Nelson, falecido aos 15 anos, jovem estudante e já empregado, acidentado por afogamento na praia do Cantagalo. De seu avô Napoleão, e escreve: “sua palestra de erudito muito me ensinou à minha adolescência. Era homem vivido e sábio, de sapiência e sabedoria”. De seu Pai, Casusinha: “Mais substancial de minhas perdas foi, porém, a de meu pai – o meu amigo máximo. Alma de poeta, refinada sensibilidade, raro talento musical. Músico de alta categoria, maestro e compositor. Sobre isso, uma verve inesgotável, uma sadia e contagiante alegria de viver. Excepcional talento crítico. Jamais se cansou de me ser constante e infatigável estímulo. Sua morte me foi um pasmo. Ídolo sem queda, ilumina, ainda agora, o céu da minha vida”. De seu irmão mais moço, Edgar: “... incondicional amigo. Estóico sofredor, baqueou sem perda de coragem mas surpreendida vítima de circunstância, no desespero de uma hora difícil em que se encontrou tragicamente abandonado e só”. De sua Mãe-avó Amanda: “tão realmente de amar, um milagre de coragem, atuante, benfazente”. Da Avó Rosa, “Rosa-saudade, tipo perfeito de heroína mãe, da classe das mães pobres que enviúvam e se têm que desdobrar para o sustento dos filhos...”. De João Mendonça, a quem dedicou a página da saudade do seu 6º livro. De seu amigo irmão e colega advogado Joaquim Artur Pedreira Franco, “espécime raro de criatura humana. Síntese extraordinária e feliz de talento, cultura, bondade e caráter, nunca se poderão saber se era mais nele o talento, a cultura, a bondade ou o caráter”. De Alfredo Rizzo, médico: “foi o amigo irmão de mais tempo. Assíduo companheiro e testemunha comprometida das horas de mais pungir como das de maior ventura. Ainda que o injustiçasse, a vida não o conseguiu abater. Morreu incorrutível. Lutador de ânimo imperecível soube no coração sonhar os melhores sonhos e semear as melhores promessas às quais todas, soube dar corpo e realidade”. Ao sogro, veterinário e cirurgião dentista, Manoel José Leal: “foi um titã que preferiu dormir”, e dedicou-lhe um capítulo, as últimas páginas no 10º livro.
 Ainda neste livro Devay registra sua impressão ao conhecer Brasília: “Sentímo-nos dentro do coração do Brasil, dentro profundo, sem mais saída, presos de definitivo encontro-fusão. Brasília é terra viva, amante e amada, por vida e sobrevida. Brasília é como o Brasil personalizado num ser que reúne o céu e a gente. ...Brasília é milagre. Foi plantada para crescer incoercível, que não se pode conter a expansão da luz nem impedir os sois de atingir distâncias apenas avaliáveis pela radio-astronomia. Nasceu da inspiração de gênio, da intuição criativa. ... Brasília desdobra-se e supera  a inspiração feliz que a concebeu”.
Nas últimas páginas deste livro está publicada a conversa com os professores feirenses, promoção da Delegacia Escolar de Feira de Santana, ao lado da Secretaria do Desenvolvimento Comunitário, por convite do Prof. Dr. Geraldo Leite. Também, a Introdução a diálogo com os pais de alunos da Escola Jesus Cristo.
10  UM LIVRO AINDA
Publicado em 1972. Não foi prefaciado, e o próprio autor o apresentou na orelha:
Dedica-se, a página de abertura, a uma rosa Ângela bem querida, e segue nesta ordem a seriação da matéria: - de alguns valores e atitudes fundamentais; do relacionamento e da comunicação; da mulher, eterno e inesgotável tema; do homem (dele obviamente se fala sempre como espécie); do ser e trans-ser; alguns perfis caricatos; grugulejos de avô.  É uma preciosidade a página de abertura dedicada a Rosângela, afilhada do autor, no ensejo do seu 15º aniversário natalício. Um legado deveras valioso, é a sua descrição das Sete Quedas de Guaíra, nas páginas 18 e 19. Desde outubro de 1982 não se pode, sequer, conceber sua grandiosidade, submersas para sempre pela represa necessária para  acionar a Hidroelétrica de Itaipú, na fronteira Brasil-Paraguai. Só resta a descrição do seu êxtase diante do maravilhoso espetáculo: “São sete quedas de cada vez mais resgate. e bem valeria que fossem setenta vezes sete. São um como um quinto evangelho escrito de água, sete vezes gravado, uma revelação que não se satisfaz antes que multicomunique, inevitável receptiva, multi-reconfirmatória. Ver as sete quedas é como sorver nos olhos o vivo sacramento do batismo, é lavar os olhos na água lustral que purifica e redime o homem, a ponto de o condicionar ao estado de graça em que pode ver a Deus e viver em comunhão de espírito”.
Inclui, nas últimas páginas, a sensação de “feliz e sublimado enlevo de amar” o seu netinho Edni, ao embalá-lo nos braços; Uma Conversa de Pais e Mestres, palestra proferida na Escola Alfredo Brito, e a homenagem póstuma de A. Andrade Silva a seu Pai, Casusinha, intitulada O Último Acorde e publicada e 25 de março de 1932, uma sexta feira da Paixão.

11  O LIVRO UNDÉCIMO
Publicado em 1977 e apresentado na orelha pelo próprio autor: [...] refere-se, principalmente à terra e à gente do Brasil... mais se reporta à Bahia, onde assenta quem o escreve. ...É trabalho executado com afeto, e sem ressabio, ainda quando aponta fatos ou circunstâncias negativas. ...Apontando a beleza da terra que o homem abandona, acrescentando-lhe o sofrimento, conclama afeto que resgate a terra e que resgate a gente, terra e gente que é Brasil. Diz da Penitenciária e dos penitentes. Assinala dos heróis anônimos do cotidiano. E registra vivência e comunicação de um discurso de vida que prossegue”. Êste é o livro de meu Pai de que eu mais gosto. Sinto a perfeição com que descreve o drama de um pai que escava o soterramento por deslizamento de terra de sua morada e reconhece a cabeça decapitada do seu filho de sete anos, no capítulo Um Apenas Cavador, iniciado à página 45.
Apraz-me ler, no capítulo O Palhaço Passinho, como apresenta a atividade de ser Palhaço, fazendo rir o público, apesar dos dramas que intimamente vive. Páginas se seguem de homenagem póstuma à tia paterna, Dulce; ao falecido mecânico Brás do Savoia Marchetti, caído na península de Itapagipe; a Benedita, que faleceu de cardiopatia chagásica, a minha primeira auxiliar de serviços domésticos e primeira babá de minha filha primogênita Olgacy; a Juscelino Kubitscheck que meu pai tanto admirou, no capítulo Juscelino, Resgate de Todo Anonimato; a Irmã Dulce, que o autor já previa canonizável, e em um parágrafo do capítulo assim escreve: “Verdadeira santa leiga, quem sabe canonizável, embaixadora do céu, mensagem humana de Deus, viva e atuante, pois Deus trabalha no trabalho dela, e vive, nela, a caridade em que ela esplende a vida”. Neste livro descreve, com exatidão a Procissão do Senhor do Bonfim e a  Festa do Bonfim. Publica a palestra realizada na Sociedade dos Escritores Médicos, Secção da Bahia, com o título Da Vida e da Morte e o subtítulo O Direito de Morrer, e a realizada no CREMEB, recebendo novos colegas.

12  UMBRIA CREPUSCULAR – Um livro derradeiro?
Lançado em 1982, capa de Reinaldo Ornelas, não prefaciado, e apresentado pelo autor. Traz editada a valsa Umbria Crepuscular, música de José Hermenegildo de Sousa (Casusinha) e letra de Osvaldo Devay de Sousa, e a justificativa do nome, por duas razões, denominação da valsa do Pai, e “a circunstância de que descamba o sol dos meus dias, certamente não ainda sem alguma luz, mas inevitavelmente poente – úmbria crepuscular. Dias já não meridios, consentidos apenas de luz-resídua, na suave sombra da noitinha que vai dominando a tarde”. Fala da terra e da gente do Brasil, viagens, discorre sobre livros e autores. “E contato, mais ou menos, com a íntima poesia dos versos, das pessoas, dos cenários. Registro atitudes, pronunciamentos, participações, e até revivo um pouco bem saudáveis recordações”.
O primeiro capítulo traz uma Invocação a Deus proferida em jantar de Assembleia do Lions Clube de Salvador-Itapagipe. Capítulos que se seguem reportam-se a livros de autores baianos: Deodato Madureira, autor de “Espanha Eterna”; Engenheiro Agrônomo, Veterinário, Professor Universitario e possuidor de belíssima voz de barítono; “Manual de Perinatologia”, do jovem pediatra Dr. José Américo Silva Fontes; “Vultos e Feitos do Município de Alagoinhas”, de Salomão de Barros; “Parênteses” de Adroaldo Albergaria; “Pedras de Seixo”, de Mabel Veloso; “Inúbia”, versos de Núbia Freire; e o artigo publicado na Revista do Instituto Geográfico e Historico da Bahia por Almeida Gouveia, “Anchieta, Apóstolo e Médico da Selva”. Passa a comentar literatura internacional e encerra com ALGUNS DOS MEUS ONTENS.
13  O LIVRO TREZENO
Editado em 1984, capa do arquiteto Manoel Altivo Luz Neto, prefaciado pelo próprio autor que anuncia: “o livro não tem carrego de flores de estilo nem de substância de conhecimento. Registra entretanto de uma vida no coração, onde, só, a verdade conta, importa e significa”. Inicia-se com Invocação a Deus proferida em Reunião de Assembleia de Lions Clube. Também publica música de Casusinha com letra de Devay, a obra BERENICE. Traz a foto de casamento de Osvaldo e Olga e a de formatura de Osvaldo em Medicina. Logo no primeiro capítulo há a transcrição do trabalho apresentado por Osvaldo Devay para admissão no Instituto Bahiano de Historia da Medicina e Ciências Afins, como eu cumpro, no momento, esta tarefa, sem a facilidade do meu venerado Pai. Conclui o livro os “pedaços”, frases de sua autoria, que encerram grande sabedoria.

14  NOTURNO
Capa de Fabiam de Oliveira Xavier. Lançado em 1985, não prefaciado. Publica, logo no início, a música EXORTAÇÃO, de J. H. Sousa (Casusinha), com letra de Osvaldo Devay de Sousa. Logo à folha seguinte, uma beleza de página de saudade, dedicada à flor do céu Mãe de Osvaldo, a muito amada Iayá. Uns poucos capítulos relatando viagens, e, na quase totalidade do livro, um crítico literário profundo.
 Este livro recebeu voto de congratulações em Sessão do Conselho Estadual de Cultura, realizada em 15 de outubro de 1985 (Dia do Médico), proposição do Conselheiro Thales de Azevedo, que, de seu pronunciamento, se extrai: “...o livro prende o leitor não apenas esse aspecto moral e psicológico mas particularmente o conteúdo a revelar um estudioso sério. Romântico no sentir, Devay ama a poesia e a cultura em Bilac, em Anchieta, em clássicos mais antigos e em Calderon de La Barca, em Afrânio Peixoto como em Manoel Bernardes, de todos se ocupando como bom conhecedor e apreciador de seus estilos, de seus temas, se seus sentimentos”.

15  CASTRO ALVES E OUTRAS EPÍGRAFES
 “Propõe-se, este livro, especialmente, a homenagear a UFBA à passagem do seu quadragésimo aniversário de Fundação. O autor cumprimenta os Magníficos Reitor Germano Tabacoff e Vice Reitora Eliane Azevedo, pela dedicação e cultura com que servem esta corte magna do tradicional saber da Bahia. E não se esquece de registrar saudade ao Primeiro Magnífico Reitor Edgar Rego dos Santos, Mestre e Estadista emérito – esteio máximo da fundação da mesma Universidade”.
Em uma de suas primeira páginas, intitulada OFERTÓRIO, lê-se: 
 À Bahia mater, à Bahia augusta, e à memória de Castro Alves, um dos mais felizes milagres da personalização humana da Bahia.
             À poesia bahiana.
             Aos trovadores da Bahia.
            À Academia de Letras Castro Alves.
 E também assente à mesa das oblatas do pobre, os nomes baianos, aureolados, de Pedro Calmon e Afrânio Peixoto, com, ainda, destaque especial de dois monumentos da Bahia: O LIVRO DAS HORAS e BREVIÁRIO DA BAHIA.
 Foi lançado no Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia, em 8 de maio de 1987, data comemorativa do 76º aniversario de Olga, esposa de Osvaldo Devay, numa promoção conjunta com o Lions Clube de Salvador Periperi, com a honrosa direção da Vice-Reitora Eliane Elisa Azevedo, tendo sido os presentes brindados com um recital lítero musical de alta categoria artística, com apresentação de poemas musicados de Castro Alves, tendo como solista o Prof. Maestro e Tenor Erick Magalhães Vasconcelos, e poemas declamados  por Lucia Adães e Emmanuel Theobaldo da Silva Pereira.

16    CAMÕES, OS LUSÍADAS, ETC..
           Lançado em 1988. Capa de João Carlos Silveira Damasceno. Apresentado pelo autor: “Este livro considera o Luso Magno, Luís de Camões – Ave do Paraíso, excelso cantor da glória pátria, e bardo imortal do amor sem morte. Dedica-se a Portugal, na pessoa de Sua Excelência, o estimado Cônsul Malheiro Dias, e à Colônia Portuguesa na Bahia, com destaque especial do Gabinete Português de Leitura e do Clube Português”, em que o autor pretende apresentar, “condensado e ajuntado, um pouquinho do muito que se tem proferido sobre Camões” e o faz com maviosidade. Em Etc. publica o que chama de Pedaços, e Algumas Falas Amigas. Dentre os pedaços de Devay está: A Saudade é Mortalha que Veste as Venturas que nos Encantaram".
















 
 
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