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By Ferramentas Blog

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

155- GILBERTO REBOUÇAS

155- GILBERTO REBOUÇAS


GASTROENTEROLOGIA

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Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia em 1951, e por ela foi diplomado em 1956.
Médico Residente do Hospital Universitário Prof. Edgar Santos, nos anos de 1957 e 1958.
Especializou-se em Gastroenterologia, com Kurt Isselbach, em Boston, nos anos de 1959 e 1960. Doutorado, em 1961. Livre-docência, em 1964. Professor-adjunto da Faculdade de Medicina da UFBa, em 1968. Professor Emérito, por indicação da Congregação da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, pouco antes de falecer.
“Era um artífice da Semiologia, ensinava como examinar os pacientes de uma maneira minuciosa e cuidadosa. Da abordagem inicial ao último detalhe. Assim continuou pela trajetória acadêmica afora – rígido mas pragmático, completo, um modelo.
Fora da enfermaria, esmerava-se no atendimento ambulatorial, reluzia nas sessões clínicas, nas revisões de óbitos, nas sessões de Radiologia, de Cirurgia e, mais ainda, nas sessões anatoclínicas – discussões corretas, limpas, enxutas” (Thomaz).
Como administrador acadêmico, foi um exemplo. Sua gestão na Divisão Médica do Hospital Universitário da UFBa, é e será sempre lembrada, graças ao equilíbrio,  competência e  seriedade que imprimiu ao seu trabalho.
Com raciocínio rápido e cultura enciclopédica, foi Gilberto Rebouças um dos professores mais admirados do seu tempo.
É considerado o introdutor da moderna gastroenterologia, na Bahia.
Clínico admirável foi, de igual modo, grande pesquisador. Suas trabalhos  sobre esquistossomíase mansônica são clássicos.
“Durante os anos 60 a 80 do século XX, brilhava nas sessões anatomoclínicas do Hospital Universitário por conta do seu esmerado diagnóstico diferencial, bem como pelos elegantes e criteriosos comentários” (Tavares).
Um traço da sua personalidade era a aversão à egolatria. “Era avesso a tudo que, de longe, lembrasse o culto da personalidade” (Guedes).
Outra característica sua era o cuidado que dispensava aos pacientes ditos “terminais”. “Nos preparava para a morte dos nossos pacientes – diz Jorge Guedes – e nos preparou para a  sua própria morte. A conversa foi direta: “Estou com câncer de próstata, o diagnóstico é de doença avançada e vou morrer dentro de quatro anos. Vou me afastar da Medicina e do Ensino” (Ibidem).
Ao contrário do que afirmou, não se afastou do Ensino. Continuou o mesmo mestre dedicado, até os últimos dias.
Morreu, em outubro de 2006, no hospital onde pontificou, cercado pelo carinho dos seus colegas e alunos.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
1.    Cruz, Thomas Rodrigues Porto da – Perfis do Meu Apreço. Salvador, 2007.
2.    Guedes, Jorge – Gilberto Rebouças. Disponível em http://www.g
oogle.com.br/search?hl=pt-BR&q=jorge+guides%2Bgilberto+re
Bou%C3%A7as&btnG=Pesquisa+Google&meta=lr%3Dlang_pt
&aq=f&0q= Acesso em 5 de março de 2009.
3. Tavares-Neto, José – Formados de 1812 a 2008 pela   Faculdade
    de Medicina da Bahia. Salvador, 2008.

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