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By Ferramentas Blog

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

118- ERNESTO CARNEIRO REIBEIRO (CARNEIRO RIBEIRO)

118-ERNESTO CARNEIRO RIBEIRO
(CARNEIRO RIBEIRO)

ERNESTO CARNEIRO RIBEIRO


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Nasceu em Itaparica, no dia 12 de setembro de 1839.
Em sua cidade natal, aprendeu os primeiros fundamentos educacionais.
Em Salvador, no Liceu Provincial, realizou os estudos preparatórios.
Ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia, pela qual diplomou-se em 1864.
Ainda estudante, dedicou-se ao magistério, ensinando no Ginásio Baiano (de Abílio César Borges) e em outros estabelecimentos de ensino.
Em 1874, fundou o Colégio da Bahia, o qual, durante quase dez anos, prestou grande serviço à mocidade baiana.
Médico, homem de letras, filólogo de grandes conhecimentos, e educador, foi pioneiro, no Brasil, de uma gramática fundamentada na “língua falada”.
Em 1871, depois de haver realizado concurso para professor de língua francesa no Liceu Provincial, candidatou-se à cadeira de Gramática Filosófica, sendo aprovado, após brilhante parecer da banca examinadora.
Em 1874, fundou o “Ginásio Carneiro Ribeiro”, do qual foi diretor por cerca de trinta e seis anos. Seus filhos o sucederam, dando continuidade ao famoso educandário.
Entre seus alunos famosos, destacamos Ruy Barbosa, Euclides da Cunha e Rodrigues Lima.
Em 1890, publicou o seu famoso “Serões Gramaticais”, obra monumental que honra a língua portuguesa.
“No ano de  1902, Carneiro Ribeiro foi incumbido foi incumbido, por J. J. Seabra, de realizar a revisão do Projeto de Código Civil, apresentado por Clóvis Beviláqua que pela primeira vez iria viger no Brasil - então regido por antigas e esparsas leis das Ordenações. Para tanto, foi-lhe dado o prazo de apenas quatro dias - que cumpriu, de forma lapidar.
Por razões políticas - Seabra era antigo desafeto e adversário político, na Bahia - Ruy Barbosa engendrou ali uma importante polêmica, que serviu para revelar o profundo conhecimento filológico de Carneiro Ribeiro, refutando as críticas do ex-aluno
O estudioso expôs e defendeu a normatização de peculiaridades do idioma português, falado no Brasil - diferente das gramáticas então existentes - sendo neste particular o pioneiro no país” (2).
 Carneiro Ribeiro e Ruy Barbosa travaram longo e acalorado debate, onde houve réplica e tréplica, sendo o assunto comentado em todo o país.
“O grande mestre e educador baiano não fez mais, em toda a sua existência, que justificar o conceito de Spencer: preparar os indivíduos para os deveres da vida. Porque, além de ser mestre da inteligência, foi, ao mesmo tempo, lapidário das almas em formação, com os seus ensinamentos, com o seu apostolado, com o seu exemplo, com a sua vida toda dedicada à luta pelo ensino e à prática das mais alevantadas ações” (3).
Faleceu em sua terra natal, em 13 de novembro de 1920, com oitenta e um anos de idade.



FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
1.     Ernesto Carneiro Ribeiro. Disponível em http://www.sadireito.com/jurist
     As/ernesto.htm. Acesso em 3 de fevereiro de 2009.
2.     Ernesto Carneiro Ribeiro. Disponível em http://pt.wipedia.org/wiki/Ernes to_Carneiro_Ribeiro. Acesso em 3 de fevereiro de 2009.
3.     Loureiro de Souza, Antônio – Baianos Ilustres. Salvador, 1973.
4.     Teixeira, Cid. A Bahia  nos tempos  do  cólera. Jornal A TARDE, edição 21 de abril de 2007.




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