English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Ferramentas Blog

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CARLOS ARISTIDES MALTEZ (CARLOS MALTEZ)

CARLOS ARISTIDES MALTEZ
(CARLOS MALTEZ)


*
Filho do Prof. Aristides Pereira Maltez, foi Carlos Maltez o continuador da obra meritória do seu progenitor.
Niguém melhor do que Aníbal Silvany Filho, traçou o perfil do grande cancerologista.
Ei-lo:
“Éramos jovens, quando nos conhecemos. Foi uma amizade nascida franca, cordial, fraterna, onde a empatia mútua e a adoção de ideais comuns, fizeram-na crescer forte. Senti, desde cedo, a vocação iluminada do amigo, empenhado teimosamente, na continuação do sonho de seu ilustre pai. Conseguiu, pelo exemplo de pertinência e um convincente discurso, agregar junto de si, um grupo de jovens, dispostos a ajuda-lo. Lembro-me das reuniões preparatórias e científicas, na sala acanhada da chácara “Boa Sorte”, doada pelo interventor Landulfo Alves à recém fundada Liga Bahiana Contra o Câncer. Os participantes, poucos, na verdade, possuíam o fogo sagrado da determinação de um alento que foi inquebrantável, como pude apreciar no correr dos anos. Estávamos em 1946, logo após o término da II Guerra Mundial. O milagre surgiu, passo a passo, esforço a esforço, temperado com sacrifício, mas sem desânimos.
Em 1952, iniciávamos no Hospital parcialmente construído,a assistência médica e a trilha de estudos e pesquisas. Carlos, junto dele Luiz Neves, Alexinaldo Portela, eram incansáveis. Depois, uma equipe de jovens, todos possuídos, contaminados pelo mesmo ideal, congregaram-se. Foi uma epopéia que me deixa acrisolado e nostálgico.  Plantávamos, todos nós, uma semente fecunda. O trabalho comoveu a sociedade, aos governantes, ao povo e nunca faltou apoio. Trabalhávamos e doávamos os salários, Carlos e Luiz Neves indômitos,contornavam as ondas, faziam crescer mais os méritos do Hospital.
Carlos era humano, excelente cirurgião, dominando completamente a anatomia pélvica e inaugurando, em Salvador, as operações radicais, recomendadas no tratamento do câncer ginecológico. Fez discípulos, entre os quais suas filhas médicas, talentosas e competentes.
Nunca deixou de incentivar os que lhe estavam próximos, pois sem vaidades fátuas, não se incomodava com o sucesso de seus colegas.
Amava o trabalho e sua profissão. Dizia-me que desejava morrer trabalhando e assim foi. Numa cinzenta manhã, nos encontramos na saleta de conforto dos cirurgiões. Sentado ao seu lado, estranhei o semblante soturno, e a falta da nossa sempre alegre conversa de velhos e fraternos amigos; tornei-me mais preocupado porque à sua volta estavam suas filhas e genros, também médicos, todos tensos.
No meio da manhã, chegou-me a notícia do seu falecimento. Na noite precedente havia sofrido um infarto do miocárdio extenso, e seu médico assistente recomendou que mantivesse repouso absoluto no leito. Recusou-se internar-se. Cedo levantou-se, e contrariando os apelos dos familiares, dirigiu-se para a operação, onde eu o encontrara, de tudo desconhecendo. Morrera, como desejara, no sagrado prazer de ajudar o próximo, no exercício de sua profissão...”
Assim faleceu, no início da década de sessenta, Carlos Maltez, Professor titular da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, autor de incontáveis trabalhos na área da cancerologia, idealista sem par, figura inesquecível da medicina brasileira.

FONTE BIBLIOGRÁFICA:
Silvany  Filho, Aníbal Muniz – Carlos Aristides Maltes (Lilito). Disponível em htp://www.sbcancer.org.br/final/homenagens.asp. Acesso em 21 de janeiro de 209.

Nenhum comentário:

Postar um comentário