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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

ALFREDO FERREIRA DE MAGALHÃES

ALFREDO FERREIRA DE MAGALHÃES




Nasceu na capital baiana, em 10 de fevereiro de 1873. Matriculou-se na Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus com apenas 13 anos de idade e recebeu o grau de doutor em Medicina em 1891, quando defendeu sua tese inaugural, intitulada “O hipnotismo e a sugestão, suas aplicações à clínica”. Foram seus colegas de turma: Juliano Moreira e Ramiro Azevedo.
Este, o  fundador da Liga Bahiana Contra a Tuberculose e do Dispensário que leva o seu nome. Aquele, o grande mestre da Psiquiatria brasileira (2).
Dois anos depois, foi lente substituto, por concurso, da 9ª Secção. Em 1896 e 1897 regeu, interinamente, a cadeira de Clínica Pediátrica Médica. Em 1901, exerceu, interinamente, o cargo de substituto da 6ª Secção.
Em 1907, regeu a cadeira de Clínica Propedêutica. Em 1911, regeu, interinamente, a cadeira de História Natural Médica. De 1911 a 1915, foi Professor ordinário de Clínica Pediátrica Cirúrgica e Ortopédica. Finalmente, em 1915, tornou-se catedrático.
Em 1913, foi à Europa, em viagem de estudo, quando conviveu com proeminentes mestres do Velho Mundo.
Em 1916, representou a Faculdade de Medicina da Bahia no Congresso Internacional da Criança, em Buenos Aires e, em 1922, participou do Congresso Brasileiro de Proteção à Infância, quando foi eleito orador oficial das faculdades de Medicina do país.
Em 1938, assumiu a cátedra de Clínica Pediátrica Médica e Higiene Infantil, substituindo o Prof. Joaquim Martagão Gesteira, o qual foi transferido para a Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil.
Como catedrático de Clínica Pediátrica, permaneceu até a sua aposentadoria, em 1941.
Ensinou Higiene no Instituto Normal da Bahia do qual foi diretor durante muitos anos.
Sócio de inúmeras agremiações científicas do Brasil e do exterior, a todas elas emprestou o brilho de sua desinteressada colaboração.
Era portador de excepcionais qualidades morais e de cultura vasta e invejável, além de fecunda inteligência.
No exercício da pediatria, mostrou-se um profissional humanitário e competente, pelo que mereceu o reconhecimento unânime de sua imensa clientela.
“Católico fervoroso, com rígidas convicções religiosas, soube resistir, corajosamente, ao embate e à violência de reações que contra ele desencadearam” ( 2 ).
Fundou, e dirigiu até o final da sua vida, o Instituto de Proteção à Infância da Bahia, cuja sede construiu  no alto do Rio Vermelho -- onde, anos depois, funcionou a Maternidade Nita Costa. A esse propósito, acrescenta o Prof. Sá de Oliveira: “tornou-se desse jeito, o criador dos serviços de assistência à criança,,na Bahia, que tanto lhe deve, no particular”(3).
Colaborou intensamente na imprensa leiga, divulgando ensinamentos sobre sua especialidade, notadamente em “O Paiz” (órgão do Instituto de Proteção à Infância da Bahia),  “Jornal de Notícias” ,  “A Tarde” e outros jornais do Brasil.
Sua bibliografia não encontra paralelo dentre os médicos de sua época, de vez que deu à luz cerca de quatrocentos trabalhos abordando temas sobre  educação em geral, pedagogia,  filosofia,  religião,  genética,  eugenia e  proteção à infância.
FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
1.     ANAIS DA ACADEMIA DE MEDICINA DA BAHIA. Volume 9, Setembro, 1993. Empresa Gráfica da Bahia. Bahia, 1993.
2.     Lacaz, Carlos da Silva – Vultos da Medicina Brasileira, S. Paulo, 1966.
3.     Sá Oliveira, Eduardo de – Memória Histórica da Faculdade de Medicina da Bahia. Gráfica Universitária do Centro Editorial de Didático da UFBa. Bahia, 1992.
4.     Tavares-Neto, José – Formados de 1812 a 2008 pela Faculdade de Medicina da Bahia. Feira de Santana, 2008.


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